Clima morno nos programas de TV e quente no debate


Por Tribuna

03/10/2014 às 10h37

Os candidatos a Presidência da República tiveram, nesta quinta-feira (2) o último dia de embates na TV antes das eleições de 2014. Os últimos programas eleitorais foram marcados por clima ameno e de despedida. Mais tarde, no entanto, no debate da TV Globo, os concorrentes subiram o tom contra o Governo e discutiram questões polêmicas. Os candidatos mais bem pontuados nas pesquisas – Dilma Rousseff (PT), Marina Silva (PSB) e Aécio Neves (PSDB) – protagonizaram diversos momentos do confronto entre si. Entre os nanicos – Eduardo Jorge (PV), Luciana Genro (PSOL) e Levy Fidelix (PRTB) – a discussão também ocorreu, de forma até mais acirrada, devido às críticas às declarações de Fidelix contra homossexuais, proferidas em debate da TV Record, na segunda-feira. Pastor Everaldo (PSC), na maior parte do tempo, procurou parceria com Aécio para discutir suas pautas liberais.

Aécio foi, dentre os que disputam uma vaga no segundo turno, aquele a adotar a estratégia mais agressiva. Atacou a gestão do PT na Presidência, afirmando que o partido se apropria de empresas estatais. Dilma se defendeu afirmando que as empresas do Estado eram deficitárias no Governo do PSDB. Já Marina Silva entrou em embate com a presidente ao discutir a independência do Banco Central (BC). Dilma disse que a proposta de Marina, de dar independência ao BC, atende a interesses dos bancos, em detrimento dos compromissos do Governo com o povo. A ambientalista disse que Dilma pensa desta forma por ser inexperiente e ter se tornado presidente sem ocupar outros cargos eleitos, ao passo que a chefe de Estado rebateu e disse que Marina a critica por não ter passado pela “velha política” que tanto refuta.

Fidelix teve seu embate primeiro com Eduardo Jorge, que ordenou que ele pedisse desculpas pelas declarações homofóbicas de segunda-feira, e depois com Luciana Genro, que o acusou de humilhar milhares de pessoas. O candidato rebateu dizendo que disse o que está dentro da lei e que os adversários fazem apologia ao crime em questões como aborto e legalização das drogas.

Horário eleitoral
No horário eleitoral gratuito, o último antes das eleições, o clima foi de despedida. À exceção de Marina Silva, os candidatos aproveitaram a maior parte do tempo para falar diretamente ao eleitor, convocando-o a comparecer às urnas e fazer a melhor escolha no domingo. Aécio arriscou certa acidez ao afirmar-se “o voto útil para derrotar o PT”, ao passo que o programa de Dilma voltou a cobrar o posicionamento de seus adversários quanto a questões como o pré-sal e os direitos do trabalhador, afirmando que “para fazer a mudança, é preciso escolher um lado”. Marina Silva utilizou um discurso emocional em seu programa e disse que Dilma “mente” quando diz que não sabia da corrupção da Petrobras.

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