Grupo é condenado pelo desvio de mais de R$ 650 mil dos cofres da saúde estadual

De acordo com as investigações, o plano da equipe era receber até R$ 1,6 milhão através de fraude


Por Tribuna

16/12/2024 às 17h14- Atualizada 16/12/2024 às 17h15

Três pessoas acusadas de desviar R$ 656 mil do orçamento estadual da saúde foram condenadas na última sexta-feira (13). A Justiça reconheceu a prática de crimes de fraude eletrônica, corrupção, lavagem de capitais e associação criminosa. As penas variam de 19 a 43 anos de prisão. 

Os condenados são de Divinópolis e foram alvos da operação “Efeito Colateral”, deflagrada em junho deste ano pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) Regional de Divinópolis e da Promotoria de Justiça de Defesa do Patrimônio Público do município.

Conforme as investigações, os três estavam envolvidos em uma fraude e teriam falsificado diversos documentos para ingressar com uma ação judicial contra o Estado de Minas Gerais. A alegação falsa era de que um dos réus estava com câncer e precisava de medicamentos caros. Até a execução da operação, R$ 656 mil já haviam sido depositados pelo Estado na conta de um dos condenados. O plano da equipe era receber até R$ 1,6 milhão através da fraude, articulada por uma assessora jurídica da Vara da Fazenda Pública e Autarquias de Divinópolis. 

A sentença fixou o pagamento de R$ 656 mil por danos morais coletivos e os bens apreendidos com eles serão utilizados para ressarcir os danos materiais causados ao Estado. Os réus já estavam presos preventivamente desde junho de 2024. 

Tópicos: desvio / justiça / saúde

Os comentários nas postagens e os conteúdos dos colunistas não representam a opinião do jornal; a responsabilidade é exclusiva dos autores das mensagens. A Tribuna reserva-se o direito de excluir comentários que contenham insultos e ameaças a seus jornalistas, bem como xingamentos, injúrias e agressões a terceiros. Mensagens de conteúdo homofóbico, racista, xenofóbico e que propaguem discursos de ódio e/ou informações falsas também não serão toleradas. A infração reiterada da política de comunicação da Tribuna levará à exclusão permanente do responsável pelos comentários.