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Tupynambás perde para o Ipatinga por 2 a 0 em JF

Baeta apresenta baixo volume ofensivo, técnico critica o gramado do Estádio Municipal e clube tem primeiro revés como mandante; Tigre é lider isolado do hexagonal


Por Davi Sampaio, estagiário sob a supervisão do editor Bruno Kaehler

22/06/2022 às 17h11- Atualizada 22/06/2022 às 17h28

Em partida com baixo volume ofensivo, apesar de possuir o melhor ataque do Módulo II do Campeonato Mineiro, o Tupynambás perdeu a invencibilidade jogando como mandante após ser derrotado pelo Ipatinga por 2 a 0, na tarde desta quarta-feira (22), no Estádio Municipal Radialista Mário Helênio, pela segunda rodada do hexagonal final. Os gols do Tigre foram marcados por Marcos e Robertim, ambos já no segundo tempo.

Com a derrota, o Baeta cai, momentaneamente, para a segunda colocação, com 3 pontos. Já o Ipatinga assume, de forma isolada, a liderança da competição, sem chances de ser ultrapassado nessa rodada pelos 100% de aproveitamento nos dois jogos realizados. Democrata-SL e Betim se enfrentam nesta quarta (22), às 19h30, e Boa Esporte e Varginha duelam na quinta, às 19h30, no Municipal de Varginha.

Após o jogo, o técnico do Baeta, Nilson Corrêa, criticou o gramado do Estádio Municipal, mas destacou não utilizar as condições do gramado como uma muleta para a derrota. “Isso não é desculpa. O primeiro ponto é que jogamos mal, e isso não se discute. Mas o campo também é um adversário para nós. É um fato que conseguimos constatar. Até quem não gosta de futebol consegue compreender isso. Mas foi um dia ruim nosso, o Ipatinga foi melhor e mereceu a vitória. Isso é o futebol, não dá pra dar voltas pra justificar isso ou aquilo. É minha análise simples e curta”, avaliou.

Duelo foi de pouca inspiração ofensiva do time juiz-forano e marcado por muitas faltas (Foto: Fernando Priamo)

Escalações

O técnico Nilson Corrêa repetiu a escalação da última partida, quando o Tupynambás venceu o Betim por 2 a 0, com Juliano Chade, Igor Pupisnki, Zé Eduardo, Rayan e Wesley (Thiago); Vitor Carre, Leandrinho (Evandro) e Marcellinho (João Paulo); Wellington Batista, Pablo Sampaio e Luan Henrique (Reis).

Já o treinador Jorge Castilho mandou o Ipatinga a campo com Igor Rayan, Ézio, Marcos, Wellington Reis e Renan; Jean, Manaus e Márcio Jr (Robertim); Vitinho (Lucas), Alan Barros (Gui) e Vinicios (Pra).

Jogo “lá e cá”

Os primeiros minutos da partida foram equilibrados, “lá e cá”. Tanto Tupynambás quanto Ipatinga tiveram facilidade em produzir e chegar na intermediária ofensiva. Conseguiam até chutar ao gol, como em finalização para fora de Vitinho e cabeçada de Luan Henrique para defesa de Igor Rayan, na oportunidade que mais levou perigo nos 15 minutos iniciais.

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No decorrer da primeira etapa, o duelo abriu e ficou faltoso. As equipes continuaram com facilidade em chegar perto do gol adversário, mas começaram a ser paradas por muitas infrações. O Ipatinga teve chance em chute de fora da área de Renan, mas Juliano Chade foi buscar quase no ângulo.

Goleiro baeta foi um dos destaques do jogo (Foto: Fernando Priamo)

Nos instantes finais, Baeta e Ipatinga já pareciam sentir o calor que fazia no Estádio Municipal, com gramado coberto pelo sol, e diminuíram o ritmo. A bola circulava no meio-campo e era lançada na área, porém, nada que preocupasse os goleiros. Já aos 43, Marcellinho, do Baeta, tentou cruzamento e a bola pegou no braço do zagueiro de Ésio, zagueiro do Ipatinga, dentro da área. O árbitro não marcou penalidade, para protesto dos torcedores no fim de etapa aberta e equilibrada, sem que um time levasse vantagem.

Goleiro do Tupynambas é destaque, mas não evita gols

O começo da segunda etapa foi de muita marcação e pouca criatividade. Baeta e Ipatinga diminuíram o ritmo que haviam apresentado no primeiro tempo, e não conseguiam produzir boas jogadas. A má condição do gramado contribuiu para que as equipes tentassem muitos lançamentos e bolas áreas. Em contrapartida, pouca bola no chão e trabalhada.

Em uma dessas jogadas pelo alto, aos 16, o Ipatinga abriu o placar. Vitinho cobrou escanteio fechado, no meio da área, e Marcos, livre, resvalou de cabeça para o gol, sem chances para Juliano Chade. Após o tento, o Tigre segurou a bola, enquanto o Leão não conseguia roubá-la.

Primeiro gol do Ipatinga ocorreu em cabeceio após cobrança de escanteio pela direita de ataque (Foto: Reprodução Eleven Sports)

Na segunda metade da etapa final, após confusão da zaga do Baeta, a bola sobrou para Gui chutar dentro da área, mas Juliano, novamente, fez grande defesa. A equipe juiz-forana não conseguiu exercer nenhuma reação, e mesmo atrás do placar, era pior ofensivamente que o Ipatinga.

Já nos acréscimos, aos 46, o time visitante ampliou. Robertim recebeu pela esquerda, fez bela jogada individual, driblou Zé Eduardo e chutou na saída do goleiro Juliano, em lance que antecedeu o apito final, que decretou o primeiro revés baeta como mandante na temporada.

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