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Daniel Schimitz valoriza side outs e equilíbrio nas cobranças do JF Vôlei

Conheça o novo treinador do time juiz-forano, que estreia no próximo sábado (22) pela Superliga B em defesa do título de 2021


Por Bruno Kaehler

18/01/2022 às 07h00

Dizer que Daniel Schimitz é cara nova no JF Vôlei é informação equivocada. Com sete temporadas dedicadas ao projeto, o agora estreante treinador já aprendeu, ensinou e vivenciou a equipe juiz-forana como preparador físico, estatístico e assistente técnico. No entanto, aquele frio na barriga rotineiro nos esportistas profissionais certamente já convive com o escolhido a comandar os jovens atletas que começam a defender o título da Superliga B no próximo sábado (22), diante do Minas Náutico, na primeira rodada, às 18h, no Ginásio da UniAcademia.

E na nova casa do JF Vôlei, no Centro, Daniel conversou com a Tribuna, expôs suas referências, filosofias de trabalho e contou que vive um desafio pessoal não imaginado para sua carreira quando se graduava em Educação Física na UFJF em 2003. Aos 42 anos, possui especialização em fisiologia e avaliação na Universidade Gama Filho (UGF), mestrado em Educação Física (UFJF) e é treinador nível 3 nacional em vôlei pela CBV, além de professor universitário há 17 anos.

Escolhido a dedo pela diretoria, com Maurício Bara entre os responsáveis, Daniel iniciou a entrevista mostrando gratidão e relembrando importantes nomes que passaram pelo JF Vôlei na última década. “Tenho muito que agradecer ao Maurício pela confiança. É minha primeira temporada como treinador e acompanhei grandes técnicos no passado. O próprio Maurício, o Chiquita, o Guilherme (Novaes) como assistente, que hoje é o técnico de Guarulhos, o (Alessandro) Fadul e o Marcão ao longo de seis temporadas. Tive esse contato e aprendi bastante de como é o processo de estar à frente da equipe para ter essa oportunidade. Claro que não é só isso, fui procurar fazer os níveis 2 e 3 de voleibol. Ainda é pouco, preciso buscar mais, mas me sinto confortável e apto a estar aqui. Claro que sempre temos muito o que aprender e hoje tenho uma comissão técnica que tem me ajudado bastante, com o André (Silva), que retornou nesse ano e está desde o início com o Maurício, e o Vinícius (Castilho), que veio de Campinas também, além do Filipe Cipriani. Estou feliz e me sinto confiante com a ajuda deles também”, confessa o treinador, que também é responsável por comandar as equipes de base do projeto.

Daniel Schimitz estreia como treinador neste sábado, no Ginásio da UniAcademia (Foto: Fernando Priamo)

Daniel se autocaracteriza como um profissional minucioso. “Acredito que todos têm que entregar o seu melhor sempre. Sou bastante exigente, às vezes tenho até que me controlar um pouco, ainda mais por termos uma equipe de garotos. Estamos sempre em formação, e os jovens mais. Talvez seja meu grande desafio conseguir conduzir essa equipe nova e equilibrar a cobrança para que ela seja saudável e se transforme em resultados positivos, que eles consigam desenvolver o melhor deles aqui. Meu grande desafio é conseguir extrair o melhor de cada um e formar um grande grupo”, analisa o treinador.

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Para isto, ele também se espelha em grandes nomes do voleibol brasileiro. “Gosto muito de ver o trabalho do Nery Tambeiro no Minas. Acho que consegue conduzir grupos às vezes nem tão expressivos, não é o caso agora, mas ele consegue levá-los a bons resultados. Mais do que isso, você vê o time jogando bem. Também gosto do trabalho do Rubinho, apesar de que hoje está no feminino. Acho ele um estrategista bem interessante, gosto da forma com que ele conduz. E, claro, o Bernardinho e o Zé Roberto, que são as grandes referências de toda uma geração.”

Características de jogo

Tendo trabalhado na campanha do título invicto da última Superliga B, Daniel possui ainda mais propriedade para analisar os requisitos de um time vencedor. E é sobre isto que ele relata ao ser questionado sobre as filosofias. “Não falo nem só das minhas preferências, mas das características da competição. Estamos disputando pela quarta vez o mesmo campeonato, em que somos os campeões invictos. O side out é uma característica do time campeão e temos atletas para isso. Mas passa por outras coisas, como o menor índice de erros. Um bom volume, minimizando os erros, são fatores que vêm para somar ao side out para termos êxito. E é isso que temos trabalhado para possuirmos mais chances de pontuar.”

Trabalho na base

Escolhido para comandar a base do JF Vôlei ainda no ano passado, Daniel terá que se afastar do dia a dia dos meninos durante a Superliga B para se doar exclusivamente ao time principal. “Hoje estou trabalhando com o sub-17 e sub-19. Com o início da Superliga, o André e a Vitória assumem a base e, assim que terminar a competição adulta, volto”, reforça, lembrando que seguirá de olho nos meninos em virtude, também, de uma das principais metas dos trabalhos de base: o aproveitamento no grupo adulto. “Temos por objetivo que os jovens da base façam parte do nosso elenco. E temos oportunizado. Em dezembro, além dos três atletas que estão em nossa equipe principal, trouxemos outros cinco para compor o elenco nos treinamentos. E nossa meta é ir trazendo um, dois em cada treino para acompanharem o processo. Dependendo da fase, não vão poder participar ativamente, mas essa vivência já faz com que eles consigam transmitir essa mensagem para os demais e nos fortalece nas categorias de base também.”

Elenco tem “último contratado”

O JF Vôlei confirmou, nesta segunda (17), o nome do “último” anunciado do elenco para a Superliga B. É o central Rayan Oliveira, de 19 anos, que vem de Juatuba. Ele se junta aos companheiros de meio de rede Gabriel Pereira, Abenildes Junior e Pedrão, além dos levantadores Kolber Aguiar, Pedro Gregolin e Luis Rodrigues, dos pontas Emerson Almeida, Thiago Marques e Jardel, opostos Edwin Flores, André, Bryan e Índio, e líberos Yan Foresti e Pedro Belizário.

Conforme Daniel, a maior parte do elenco já havia sido formada antes do anúncio da saída do então treinador Marcão, rumo ao Goiás. “Já tinha conversas preliminares com o Thiago (Marques, ponteiro), o Luís (Rodrigues, levantador) foi uma grata surpresa ter vindo, mas basicamente o elenco já estava encaminhado quando assumi, não participei tão ativamente. Mas estou muito feliz com o grupo que formamos.”

Tópicos: jf vôlei

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