Erik Mayrink assina contrato com equipe TMG-RZ na Stock Light

Aos 22 anos, juiz-forano vai a disputar a divisão de acesso à Stock Car este ano

Por Bruno Kaehler

11/02/2018 às 07h00

O juiz-forano Erik Mayrink, que ganhou seu primeiro kart aos seis anos, disputou a Sprint Race em 2107, e ficou em quinto lugar

O juiz-forano Erik Mayrink, 22 anos, está cada vez mais perto do sonho de disputar a Stock Car. Na última semana, o piloto assinou contrato para disputar a Stock Light na temporada 2018, divisão base para a disputa da principal categoria do automobilismo brasileiro. O vínculo foi firmado com a equipe TMG-RZ, fruto da união de duas grandes marcas do esporte, TMG Racing e RZ Motosport, detentora também de dois carros na Stock Car com Ricardo Zonta (ex-piloto da Fórmula 1) e Átila Abreu, ícones da modalidade no país.

Em entrevista exclusiva à Tribuna, Erik comemorou o novo passo na carreira e lembrou matéria de dezembro de 2016 do jornal, quando se preparava para estrear na Sprint Race em 2017, outra categoria do automobilismo nacional, e projetou estar na Stock Light em até dois anos. A meta, cumprida na metade do tempo, é motivo de comemoração para o profissional que ganhou seu primeiro kart aos 6 anos.

“Estou muito feliz porque significa que me encontro na porta de entrada da Stock Car, um passo muito grande na minha carreira. Meus objetivos na Sprint foram alcançados porque em apenas uma temporada consegui pegar o jeito do carro, dominei ele bem, e venci uma corrida, além de conseguir sete pódios e prêmios como da melhor volta de corridas e de ter disputado o título do campeonato até a última etapa”, conta o piloto quinto colocado da temporada e a apenas 29 pontos do vice-campeão, João Rosate (GO), e a 69 do primeiro lugar, Berlanda Júnior (SC).

O desempenho em 2017 traz otimismo para o que será um dos maiores desafios da carreira de Erik por conta das semelhanças entre a Sprint e a Stock Light. “Tive um ano muito bom, e acredito que minha experiência na Sprint Race serviu de preparação para as categorias mais altas do automobilismo brasileiro porque o carro é muito parecido com o da Stock Light e até da divisão principal da Stock Car, só que com uma potência bem menor.”

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Ainda assim, o atleta vai em busca de adaptação rápida ao novo carro e nível de competitividade. “Terei um protótipo de chassi tubular com um motor 5.7 V8 de 350 cavalos e câmbio sequencial. É muito parecido com o da divisão principal. Vou buscar evoluir e me acostumar ao carro o mais rápido possível. Sei que o nível do campeonato é muito alto, mas vou fazer de tudo para me destacar entre os estreantes da categoria e tentar terminar o ano brigando por vitórias. Quem sabe terminar entre os cinco primeiros para buscar uma vaga na Stock Car para 2019 ou talvez em 2020”, projeta.

Top 5 pode levar piloto à elite

O caminho de Erik para chegar à divisão principal da Stock Car terá pilotos mais experientes e outros de perfil como o do juiz-forano, de jovens promissores. A Stock Light será composta por 15 provas ao todo em oito etapas. As sete primeiras, sempre em fins de semana, serão duplas, ou seja, divididas em duas corridas, o que totaliza 14 disputas. A última e grande final da temporada valerá o dobro de pontos e terá prova única. O primeiro compromisso do piloto local está programado para 10 de março em Interlagos. O cronograma detalhado com as provas ainda não foi divulgado. As etapas serão disputadas antes da categoria principal e podem, inclusive, ser televisionadas. O campeão poderá embolsar cerca de R$ 650 mil.

A vaga na Stock Car, contudo, depende de dois fatores. “Preciso de patrocínio e uma carteira de piloto master. A Stock é muito cara, mais ou menos três vezes o valor da Stock Light. E a carteira porque você precisa da graduação mais elevada, a master, e eu tenho a segunda maior. A única forma de eu conseguir a filiação mais alta é ficar entre os cinco primeiros na Stock Light na classificação. Só assim terei o direito de fazer o pedido dessa carteira”, explica Erik.

A Stock Light é novidade no automobilismo brasileiro em 2018, ao retornar após nove anos inativa. O evento foi encerrado em 2009 após 17 edições, desde 1993, com a revelação de diversos pilotos para a categoria principal e registrado, entre seus campeões, nomes como Cacá Bueno, Marcos Gomes, Nonô Figueiredo e Thiago Marques. <<<<

 

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