Tupi viaja mais de 1.600km para confronto decisivo contra o Ypiranga

Antes de decisão do sábado, Carijó perde dia de treino com desgastante viagem

Por Bruno Kaehler

09/08/2018 às 19h52 - Atualizada 09/08/2018 às 20h12

Aílton-Ferraz
Técnico Aílton Ferraz lamentou dia sem treino e longa viagem antes da decisão de sábado no Sul (Foto: Felipe Couri)

Se a quinta-feira (9) do Ypiranga (RS), adversário do Tupi às 17h do sábado (11), pela última rodada da Série C, foi de treinamento e preparação em campo, a do Carijó não chegou perto de uma bola de futebol. Mas o desgaste não foi pequeno. Isto porque jogadores e comissão técnica do Galo embarcaram às 6h30 rumo a Erechim (RS), cidade do Estádio Colosso da Lagoa, que recebe o embate, sem previsão de chegada programada no Sul do país por conta de cancelamentos de voos com destino a Chapecó (SC), uma das escalas da viagem. Sem tempo para atividades no gramado, o técnico alvinegro Aílton Ferraz lamentou o dia perdido de preparação.

“Acho que a equipe está pronta, mas não era o ideal perder uma quinta-feira de treinamentos. Só que foi o que ofereceram para a gente, pela dificuldade de voos. Sair às 6h30 para chegar às 22h é uma ‘delícia’, mas vamos que vamos”, comentou o treinador.

Ao todo, serão mais de 1.610km entre ônibus e avião. Primeiro, a delegação juiz-forana foi ao Rio de Janeiro, onde pegou avião com destino em Guarulhos (SP). De lá, Aílton e os comandados tomariam novo voo, desta vez para Chapecó. Depois que a equipe chegar em solo catarinense, o ônibus volta a ser o meio de transporte, agora com última parada em Erechim. Todo o desgaste lamentado pelo técnico, contudo, acaba em segundo plano horas antes de uma partida de tamanha importância para o clube.

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“Os 16 (jogadores) que vão têm que dar a vida para conseguirmos deixar o Tupi na Série C. Estamos nos dedicando ao máximo para poder realizar isso. Primeiramente temos que oferecer isso para a entidade, porque a camisa do Tupi pesa, é um time de tradição. Depois pensamos no grupo e até no individual. O Tupi tem que continuar na Série C e vamos batalhar muito para que isso aconteça”, analisou Aílton antes de deixar Juiz de Fora.

Dois toques

O treino da quarta no Estádio Municipal Radialista Mário Helênio, contudo, não foi o último antes da partida. “Vamos treinar porque senão fica um período muito grande sem ativar os atletas. Mas vamos fazer um ‘dois toques’, desopilar mesmo para que possam estar mais relaxados um dia antes e, no dia do jogo, a pilha é total, não tenha dúvida. Costumo falar para eles que o mais importante é a mente boa. Aí você controla todo o corpo. E a cobrança vai ter. Estaremos jogando junto do lado de fora e conseguiremos escapar, se Deus quiser”, finaliza o comandante.

Na luta contra o rebaixamento, o Tupi encara os gaúchos com a necessidade de um empate para escapar do descenso. Se perder o duelo, o Galo terá que torcer para o Volta Redonda (RJ) não pontuar diante do Joinville (SC), de queda já sacramentada, no Rio de Janeiro.

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