Atleta de Ubá é top 10 da São Silvestre e projeta o ano de 2026

Jéssica Ladeira obteve seu melhor tempo na última edição e busca pódio neste ano


Por Vinicius Soares

06/01/2026 às 07h00

Atleta da região top-5 da São Silvestre projeta o ano de 2026
Jéssica quer subir no pódio da São Silvestre em 2026 (Foto: Arquivo pessoal)

A corredora Jéssica Ladeira, de 31 anos, participou, pela quinta vez, da Corrida de São Silvestre, uma das mais tradicionais do calendário brasileiro. Natural de Ubá, cidade da Zona da Mata a 110 quilômetros em Juiz de Fora, a atleta obteve, na 100ª edição da prova, o seu melhor resultado dentre as brasileiras: quarto lugar com o tempo de 55min47s. Na disputa geral, a ubaense terminou na nona colocação, seu segundo melhor resultado.

Em entrevista à Tribuna, Jéssica valorizou o resultado na São Silvestre, onde conseguiu o sua melhor marca, mas afirmou que o objetivo pessoal era terminar entre as cinco melhores atletas para subir ao pódio, algo que ela afirma ser o “maior desejo dos atletas profissionais brasileiros. 2025 foi um ano muito corrido para mim. Participei de duas maratonas, além de outras provas. Eu também pertenço à marca Olympikus, então tenho o calendário da marca e o meu, e eu me organizo entre eles”, explica.

Por conta do calendário cheio de provas em 2025, Jéssica diz que não conseguiu fazer uma preparação específica da São Silvestre, o que, segundo ela, engrandece o seu resultado. “Entrei na São Silvestre com a carga de treino que eu já estava fazendo de outras provas e mesmo assim consegui correr a minha melhor marca”, conta a ubaense.

A atleta mineira explica que o treinamento ideal para os brasileiros de alto rendimento que competem na São Silvestre deve ser feito fora do País. “Os africanos que vêm para competir conosco são atletas de alto nível e é difícil ganhar deles treinando aqui na nossa zona de conforto, que a gente fala que é no nosso país. É necessário fazer um trabalho diferente para a São Silvestre, porque o nível é muito mais elevado”, relata.

Planejamento em andamento

O ano mal começou, mas o planejamento de Jéssica já está adiantado. O foco dos treinamentos da atleta será na Volta da Pampulha e na São Silvestre, duas das principais provas do calendário nacional, além de corridas internacionais. “Trabalhar bastante para essas duas provas, porque são duas das maiores do Brasil, além do sonho que tenho de subir no pódio da São Silvestre”, afirma.

Dificuldades em ser uma atleta profissional

Profissional há 17 anos, Jéssica afirma que a principal dificuldade enfrentada em seu dia a dia é a falta de apoio e patrocínios necessários para uma atleta de alto rendimento se manter exclusivamente pelo esporte. “A gente fica triste porque o Brasil é um país que vê muito só futebol. A gente gostaria muito que as empresas abraçassem todas as modalidades, porque nós temos muitos talentos, não só na região, mas em todo o Brasil. O que falta mesmo é apoio de patrocinadores para estar nos ajudando a se manter no esporte”, afirma.

A premiação obtida nas principais provas do Brasil são uma das principais fontes de renda dos atletas que vivem apenas para o esporte. Por isso, uma boa colocação nas corridas, como a São Silvestre, ganha ainda mais importância. “A São Silvestre é a prova mais famosa do Brasil, então todo mundo quer correr bem porque dá muita visibilidade para quem for ter uma boa colocação, ficar entre os cinco primeiros, então a gente trabalha duro para a gente terminar entre os primeiros”, diz.

Das cinco melhores brasileiras, duas são da região

Além de Jéssica, a corredora Amanda Oliveira, natural de Mercês, também se destacou na São Silvestre. A atleta completou o percurso em 55min25s e foi a segunda melhor brasileira. A tanzaniana Sisilia Panga marcou 51min08s e foi a vencedora da prova feminina, seguida pela queniana Cynthia Chemweno (52min31s) e pela brasileira Nubia de Oliveira (52min42s).

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