Polícia Civil acompanha caso de cachorro que levou 37 facadas em Juiz de Fora

Ocorrência foi encaminhada ao núcleo de maus-tratos a animais da PCMG


Por Fernanda Castilho

09/01/2026 às 06h14

cachorro juninho
Juninho, cachorro que foi esfaqueado 37 vezes em um condomínio da Zona Sul de Juiz de Fora, segue em recuperação após receber alta veterinária e permanece sob os cuidados dos tutores enquanto o caso é apurado pela Polícia Civil (Foto: Arquivo Pessoal)

A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) informou que acompanha o caso de um cachorro esfaqueado no dia 3 de janeiro, no condomínio Fazendinhas do Ipiranga, no Bairro São Geraldo, Zona Sul de Juiz de Fora. A ocorrência foi encaminhada para apuração no Núcleo de Atendimento às Ocorrências de Maus-tratos a Animais. O animal sofreu 37 facadas e ficou gravemente ferido. Após permanecer internado em um hospital veterinário, ele recebeu alta e está em casa, sob os cuidados do casal de tutores, mas segue debilitado.

De acordo com o boletim de ocorrência, a Polícia Militar foi acionada por ligação telefônica às 13h36 e compareceu ao local, uma casa em condomínio fechado. O crime foi classificado como consumado e teria sido praticado com instrumento perfurocortante, sendo a causa presumida registrada como vingança.

O tutor do animal, Lacerda Maia Pereira, de 44 anos, relatou aos policiais que é proprietário do lote onde mantém alguns cachorros, inclusive com canil construído no terreno. Ao chegar à propriedade, encontrou um dos animais ferido e o levou imediatamente ao veterinário. Conforme constatado no atendimento, o cachorro apresentava múltiplas perfurações provocadas por golpes de instrumento perfurocortante.

Ainda segundo o registro policial, o tutor informou que um vizinho, identificado no boletim como proprietário de um lote próximo, teria enviado mensagens em grupo de moradores do condomínio afirmando que ninguém poderia agir contra seus animais e que faria uso da força para contê-los. Populares teriam relatado que o homem foi visto circulando pelo condomínio com uma faca, mas ninguém quis se identificar formalmente como testemunha.

Em entrevista à Tribuna, a tutora Lívia Gonçalves Ribeiro, de 43 anos, afirmou que o casal recebeu, na manhã do mesmo dia, uma mensagem de um representante do condomínio informando que o cachorro havia fugido e sido encontrado machucado. “Depois, recebemos uma mensagem dizendo que um vizinho o tinha encontrado quando estava com seu cachorro e que teria se defendido contra o ataque do nosso. O cachorro dele é grande”, relatou.

Lívia também disse que o suspeito teria deixado o local após o ocorrido. “Na verdade, ele fugiu, saiu do local. Se a gente tivesse chamado a polícia na hora, ele teria sido preso em flagrante”, afirmou.

O tutor Lacerda Pereira declarou que o cachorro, chamado Juninho, é dócil e tem apenas três anos. “Nosso cachorro é muito tranquilinho, não dá problema”, disse. Segundo ele, o quadro de saúde do animal ainda inspira cuidados, com relatos de vômitos e secreção nas feridas.

“Foi uma covardia. Perfurar o cachorro por 37 vezes não é defesa, isso é ódio e não pode ficar impune. Quero mover um processo para ter justiça. Mas tenho fé que ele vai sobreviver”, afirmou o tutor.

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