STF permite que juiz-forano preso pelo 8 de janeiro saia para ver a filha no hospital
Filha está internada no Hospital Monte Sinai e passará por procedimento cirúrgico de alto risco
O Supremo Tribunal Federal (STF), em decisão assinada pelo ministro Alexandre de Moraes, permitiu, na última quarta-feira (7), que um juiz-forano, preso pelos atos golpistas do dia 8 de janeiro de 2023, saia da prisão para ver a filha no hospital.
Na última sexta-feira (2), a defesa do homem informou que a filha está em estado grave, internada no leito de CTI do Hospital Monte Sinai, com novo choque séptico, em cenário clínico complexo e prolongado.
Ela tem Doença de Crohn, acometendo todo o cólon (pancolite), e já passou por um transplante de fígado por colangite esclerosante primária. Também sofre com intercorrências severas com choques sépticos, fístulas e procedimentos sucessivos. Agora, passará por uma cirurgia de grande porte, descrita pelo médico assistente como procedimento de alto risco de morte, segundo a defesa.
Moraes aceitou o pedido da defesa e autorizou que o preso se desloque diariamente, por até dez dias ou no período necessário para a estabilização pós-operatória, no horário de visita autorizado pelo Monte Sinai. Ele deverá ser escoltado por policiais, de maneira discreta e sem uso de armas ostensivo.
O réu foi condenado a 14 anos, sendo 12 anos e seis meses de reclusão e um ano e seis meses de detenção, além de 100 dias-multa, cada dia-multa no valor de um terço do salário mínimo.
A pena considera os seguintes crimes:
- Abolição violenta do Estado Democrático de Direito (pena de 4 anos e 6 meses de reclusão);
- Golpe de Estado (pena de 5 anos de reclusão);
- Dano qualificado (pena de 1 ano e 6 meses de detenção e 50 dias-multa);
- Deterioração do Patrimônio tombado (pena de 1 ano e 6 meses de detenção e 50 dias-multa);
- Associação criminosa armada (pena de 1 ano e 6 meses de reclusão).
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