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Greve dos tanqueiros em Minas pode afetar disponibilidade de combustível

Gasolina e etanol já estão em falta em Belo Horizonte e cidades próximas; Minaspetro afirma que pode haver falta de produtos em grande parte dos postos do estado


Por Leticya Bernadete

26/02/2021 às 12h30- Atualizada 26/02/2021 às 13h30

A greve dos transportadores de combustíveis em Minas Gerais, iniciada nesta quinta-feira (25), está afetando o abastecimento de combustíveis em Belo Horizonte e em outras cidades próximas à Refinaria Gabriel Passos, em Betim. De acordo com nota divulgada pelo Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo no Estado de Minas Gerais (Minaspetro), na manhã desta sexta-feira (26), se a greve permanecer pelas próximas horas, pode haver falta de produtos em grande parte dos postos do estado. No texto, a categoria ainda informou que mais de 300 caminhões-tanque estão parados. O fato foi confirmado à reportagem da Tribuna pelo Sindicato das Empresas Transportadoras de Combustíveis e Derivados de Petróleo do Estado de Minas Gerais (Sindtaque-MG).

Categoria se concentrou em Betim nesta quinta-feira (25) para demandar redução do ICMS, que incide no custo do óleo diesel (Foto: Divulgação/Sindtaque-MG)

A greve dos tanqueiros ocorre porque a categoria quer a redução da alíquota do Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) que incide sobre o óleo diesel no estado. A diminuição do tributo, que impacta em 15% o valor do diesel em Minas Gerais, baixaria o preço do combustível. De acordo com a assessoria de imprensa do Sindtaque-MG, os pedidos para a redução da alíquota do ICMS sobre o diesel não foram iniciadas agora, mas em 2011. Naquele ano, o índice cobrado do imposto subiu de 12% para os atuais 15%. Há uma negociação em andamento com o Governo de Minas.

De acordo com nota emitida pelo Minaspetro, vários estabelecimentos estão sentindo os efeitos da greve, “com dificuldades para fazer pedidos juntos às distribuidoras de combustíveis e abastecer os caminhões próprios nas bases, em virtude do bloqueio da entrada e saída de veículos pelos grevistas”. O Minaspetro destacou que não é possível precisar quando haverá falta de combustíveis nas bombas, considerando que não realiza pesquisa junto aos revendedores, bem como pelo fato de os estoques dos postos variarem conforme sua capacidade de armazenamento.

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Conforme informações publicadas pelo jornal O Tempo, de Belo Horizonte, na manhã desta sexta, diversos postos amanheceram com filas de motoristas. O jornal também apurou que, desde a noite desta quinta, já faltava combustível em postos da capital mineira.

Juiz de Fora, pela posição geográfica, é abastecido por duas bases de distribuição de combustíveis. Além de Betim, onde a greve é registrada nesta sexta-feira (26), o município também é alimentado pela base de Duque de Caxias (RJ).

Conforme a categoria, mais de 300 caminhões-tanque estão parados (Foto: Divulgação/Sindtaque-MG)

‘Não é o momento para uma greve’, diz Minaspetro

Na nota divulgada pelo Minaspetro, a categoria informou que, apesar de ser solidária às demandas do Sindtaque-MG, entende que “não é o momento para uma greve, principalmente pelo contexto geral da pandemia de Covid-19 e as dificuldades que a população e todo o setor produtivo enfrentam”. 

Nesta quinta, o Governo de Minas não teria atendido aos pedidos do Minaspetro para congelamento do preço usado como referência para cobrar o ICMS no estado. Desta forma, a partir do dia 1º de março, o imposto estadual cobrado sobre os combustíveis deve ser ainda mais alto. Na nota, a categoria solicita que o governador Romeu Zema (Novo), “tenha sensibilidade com a população do estado e recue na decisão de aumentar o ICMS dos combustíveis a partir de 1º de março, além de revisar imediatamente a tributação estadual sobre os combustíveis”.

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