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Abertura de vagas em MPEs supera a de grandes empresas

Pequenos negócios criaram 57.071 empregos ao longo de 2018 em Minas Gerais; JF é oitava no ranking estadual

Por Gracielle Nocelli

14/02/2019 às 13h19- Atualizada 14/02/2019 às 14h47

O saldo de empregos criados pelas micro e pequenas empresas (MPE) mineiras em 2018 foi quatro vezes o total verificado pelas empresas de médio e grande porte, conforme levantamento feito pelo Sebrae Minas a partir dos dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). Em números, os pequenos negócios foram responsáveis por criar 57.071 vagas no estado, enquanto as grandes empresas geraram 13.603.

O resultado verificado pelas MPEs mineiras em 2018 superou o registrado em 2017, quando foram responsáveis pela abertura de 36.055 postos de trabalho. “O saldo de empregos se refere à diferença entre as contratações e demissões ocorridas no período. De um ano para o outro, tivemos crescimento de 36% neste saldo”, explica a analista do Sebrae Bárbara Alves.

Belo Horizonte foi a cidade que criou mais vagas, um total de 11.319. “O resultado colocou a capital mineira na quarta posição da lista dos municípios brasileiros onde os pequenos negócios geraram mais empregos, atrás de São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília, respectivamente”, pontua a especialista. Em seguida no ranking estadual estão as cidades de Contagem (4.012), Uberlândia (3.304) e Betim (1.904 vagas). Juiz de Fora aparece em oitavo lugar na lista, com um total de 1.061 novas vagas. Confira o ranking:

Belo Horizonte: 11.319

Contagem: 4.012

Uberlândia: 3.304

Betim: 1.904

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Montes Claros: 1.657

Sete Lagoas: 1.521

Ipatinga: 1.325

Juiz de Fora: 1.061

Uberaba: 859

Varginha: 799

Setores e ocupações
As MPEs do setor de serviços foram as principais responsáveis pela geração de empregos em Minas, concentrando 57% do total de vagas abertas, o que em números corresponde a 32.929 empregos. Todos os outros setores também registraram saldo positivo. O comércio abriu 9.230 oportunidades; a construção civil, 8.127; e a indústria de transformação, 5.119.

As ocupações que tiveram o maior saldo de vagas foram servente de obras (6.012), alimentador de linha de produção (4.885), faxineiro (3.799), atendente de lojas e mercados (3.625) e motorista de caminhão – rotas regionais e internacionais (3.350).

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