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Comércio inicia ano otimista e com ofertas de até 70%

Temporada de liquidações promete alavancar as vendas e coincide com momento em que setor está mais confiante com a possibilidade de retomada do crescimento

Por Gracielle Nocelli

10/01/2019 às 07h08- Atualizada 10/01/2019 às 07h18

Segundo a CDL, classe empresária segue otimista para o ano de 2019 (Foto: Olavo Prazeres)

O comércio de Juiz de Fora iniciou o ano de 2019 com o otimismo em alta e os preços em queda. As tradicionais liquidações realizadas em janeiro oferecem até 70% de desconto para o consumidor e, na avaliação do empresariado, ganharam um aspecto de “marco” para o início de um novo momento que será vivido pelo setor. Após amargar prejuízos com a perda de lojas e empregos nos últimos anos, o comércio acredita que agora será o momento de retomar o crescimento. A temporada de ofertas é a primeira estratégia para incentivar os clientes a voltarem a consumir.

Seguindo esta linha de raciocínio, diferentes segmentos aderiram às promoções. Além dos já conhecidos saldões das grandes redes de eletrodoméstico e das queimas de estoque feitas por lojas de vestuário, é possível encontrar ofertas de móveis, eletrônicos e utilidades domésticas. Os primeiros resultados já começaram a ser observados, conforme relata a gerente da loja World Tennis, Ana Paula de Abreu Rangel. “Percebemos o aumento das vendas nos últimos dias, mesmo sendo um período de férias e um momento em que ainda há muitos trabalhadores que aguardam o pagamento do 13º salário. Nós acreditamos que, nas próximas semanas, a movimentação será maior.”
Segundo Ana Paula, a estratégia chamada de “Bota Fora de Natal” é realizada todo ano com o objetivo de impulsionar as vendas num período que tende a ser desaquecido. “A ação já é bem conhecida dos nossos clientes e também funciona para atrair novos consumidores. Esperamos que traga bons resultados para começarmos o ano com o pé direito.”

Na loja Meninas Gerais, a movimentação aumentou 30% com o início da liquidação. “Começamos as promoções esta semana. Assim que divulgamos as ofertas na vitrine, a procura cresceu”, conta a proprietária Tatiana Lúcia Fonseca. “Estamos há 14 anos no mercado, e não abrimos mão desta estratégia porque ajuda muito nas vendas. Acreditamos que com a economia dando sinais de melhora, os preços mais baixos são um convite às compras.”

A gerente da loja Arpel Confort, Tatiana Marcela Bento Kazzitta, concorda. “O preço é um fator determinante. Na loja, oferecemos várias facilidades de pagamento, mas a promoção ainda é o que desperta maior interesse do consumidor. Ele se preocupa em aliar a qualidade do produto e o valor acessível na hora da compra.” Confirmando o otimismo para 2019, ela define a temporada de liquidação como “uma ótima forma de começar o ano e impulsionar as vendas”. Os preços mais baixos no comércio devem continuar até fevereiro, quando as lojas começam a receber as novas coleções.

“Comércio está mais motivado”, garante CDL

Consumidor deve avaliar capacidade de orçamento e condições propostas pelo lojista (Foto: Olavo Prazeres)

O presidente da Câmara dos Dirigentes Lojistas (CDL) de Juiz de Fora, Marcos Casarin, afirma que o empresariado está otimista com a possibilidade de retomada do crescimento este ano. “As queimas de estoque sempre ocorreram na cidade e estão sendo realizadas em diferentes locais, mas este ano coincidiram com um momento em que o comércio está mais motivado. Além da expectativa de melhora na economia, o que por si só aumenta o poder de consumo das famílias, teremos menos feriados prolongados, o que também é positivo para as vendas.”
Ele destaca que a temporada de liquidações pode ser uma oportunidade de fidelização dos clientes. “É importante que o lojista compreenda que os preços mais baixos são atrativos, mas é o atendimento que será responsável por fazer o consumidor voltar ao longo do ano. Então, para ter bons resultados, além de divulgação é preciso treinar a equipe.”

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Importância

A Federação do Comércio de Bens e Serviços de Minas Gerais (Fecomércio-MG) destaca a importância das liquidações de início de ano para o setor. “Essas ações são planejadas com o objetivo de suprir uma necessidade influenciada pela sazonalidade. De acordo com a Pesquisa Mensal do Comércio (PMC), realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), os dois primeiros meses do ano apresentam números mais tímidos de vendas em função de grande parte da renda familiar disponível ser direcionada a outros compromissos financeiros típicos do período, como IPTU, IPVA, despesas escolares, entre outros. Neste cenário, apenas uma parte diminuta da renda das famílias é direcionada às compras no varejo.”

Idec orienta consumidor que quiser ir às compras

Os preços mais baixos são convidativos, mas num período marcado por diferentes gastos extras, como IPVA, IPTU e despesas escolares, exigem mais atenção dos consumidores. A orientação do Instituto de Defesa do Consumidor (Idec) é para que “antes de se deixar levar pelo bombardeio de ofertas, confira o seu orçamento, pois a compra de diversas peças mais baratas do que o usual podem acabar saindo caras quando todas as despesas e dívidas são colocadas na ponta do lápis”.

Se o orçamento permitir aproveitar a temporada de liquidações, o Idec alerta para outras questões na hora da compra. “O consumidor precisa conhecer a política de troca da loja. Para isso, pode solicitar que as regras constem por escrito no recibo de compra ou nota fiscal do produto.” A troca é obrigatória apenas para itens com defeitos, mas muitos estabelecimentos permitem que o consumidor realize também por questão de gosto. “Nos casos das compras à distância, como o telefone ou internet, o Código de Defesa do Consumidor (CDC) assegura o direito de arrependimento do consumidor. Nesse caso, a compra pode ser cancelada em até sete dias contados a partir do recebimento do produto. A partir da devolução, o consumidor deve ser restituído.”

O Idec alerta que quando o consumidor detecta um defeito após a compra, a empresa é obrigada a efetuar a troca, mesmo que o produto tenha sido comprado numa liquidação. “Caso o consumidor se sinta lesado ou desrespeitado em alguma compra, pode procurar o Procon de sua cidade.”

 

Tópicos: negócios

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