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Hospital Unimed deve gerar até 900 empregos diretos

Empreendimento visa a atender universo de 300 mil clientes de JF e região

Por Fabíola Costa

01/09/2017 às 06h00

Segundo Hugo Borges, hospital deve estar em pleno funcionamento no início de 2019 (Foto: Fernando Priamo)

Fruto de R$ 120 milhões em investimentos, o Hospital Unimed, que vai disponibilizar 190 leitos na saúde suplementar, está previsto para ser inaugurado no início de 2018. O empreendimento, projetado para ser referência para um universo de 300 mil clientes da operadora não apenas em Juiz de Fora, mas em toda Zona da Mata e entorno, deve gerar entre 800 e 900 empregos diretos. Com 75% da obra concluída, a edificação, com 14 pavimentos e 12 andares, sendo de cinco a seis dedicados a apartamentos, ganha forma em um área de 35 mil metros quadrados (m2), localizada na Avenida Deusdedit Salgado. A intenção é que a conclusão dos trabalhos aconteça até o dia 8 de janeiro, quando a Unimed Juiz de Fora completa 45 anos.

Em visita ao canteiro de obras, o presidente da Unimed Juiz de Fora, Hugo Borges, explica que as etapas de pavimentação e urbanização estão quase concluídas (80%), além de a unidade estar toda edificada, inclusive com as fachadas prontas.

Na fase atual, estão sendo realizados os trabalhos de instalação das partes elétrica e hidráulica, além da disponibilização dos gases medicinais. “Temos de 20% a 25% para concluir até janeiro.” Após a entrega da obra, a intenção é que o hospital esteja em pleno funcionamento dentro de um ano.
O programa de ativação dos serviços essenciais prevê a oferta, primeiro, de procedimentos menos complexos, já a partir de fevereiro. Num crescente, serão oferecidos os serviços de maior complexidade até atingir 100% da assistência, incluindo a realização de cirurgias e outros serviços de diagnose. Além de um pronto atendimento diferenciado, a unidade contará com setores de urgência e emergência, centros cirúrgicos e obstétricos e quartos reversíveis para apartamento e enfermaria. Entre os projetos de médio prazo, está a realização de transplantes.

Um ano também é o prazo estimado para que exista a contratação plena, que deve variar entre 800 e 900 empregos diretos, a maioria para profissionais da área de saúde. Nas fases iniciais, o hospital deve operar com metade desse efetivo. O presidente destaca, no entanto, que a Unimed já conta, em seus quadros, com grande parte dos colaboradores necessários, em especial nas funções de apoio, que incluem os setores administrativo, financeiro, TI, comunicação e marketing, contabilidade e jurídico. “Não vamos duplicar essa estrutura.”

O recrutamento – que para cargos de liderança começa no último trimestre – será específico para processos de assistência médica e internação, em cargos como os de enfermeiro, auxiliar de enfermagem e demais profissionais de saúde. Destacando a qualidade da formação profissional na cidade, Borges afirma que a seleção dos colaboradores não será problema.

Proposta é criar um novo modelo de assistência

Um desafio, porém, é a escolha de profissionais em sintonia com a proposta, considerada “ambiciosa”, de oferecer um atendimento mais humanizado, personalizado e acolhedor, sem perder de vista a preocupação com a segurança clínica. “Temos recebido muitas sinalizações de profissionais que gostariam de participar dessa experiência.”

Conforme o presidente da Unimed Juiz de Fora, Hugo Borges, a meta é oferecer um novo modelo assistencial, que passa pela atenção integral à saúde, um objetivo que, segundo ele, a cooperativa persegue há 15 anos. “Estamos na busca de mudar o modelo, em prol do atendimento holístico, completo e não fragmentado. O hospital visa a complementar isso.” Uma prioridade é zelar também pelo relacionamento junto aos funcionários, em toda a cadeia. “O foco são as pessoas.”

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Destacando a qualidade da rede prestadora e dos hospitais da cidade, o executivo afirma que o Hospital Unimed chega para somar. Prova disso, diz, é a intenção de manter o convênio com os hospitais parceiros, até para garantir direito de escolha aos 300 mil clientes da Zona da Mata, sendo 120 mil só da cidade. Conforme o presidente, ao disponibilizar uma estrutura para atender, num primeiro momento, especificamente os pacientes da Unimed, “o hospital já tem condições de oferecer um atendimento diferenciado”.

Segundo Borges, a unidade está sendo erguida para ser utilizada por toda a região – incluindo o Norte fluminense. “Há um compromisso de a região recorrer ao hospital, o único próprio da Unimed em uma área de abrangência de três milhões de habitantes.” Além do atendimento também aos clientes particulares, há a intenção de a cooperativa firmar parceira com as autogestões, operadoras sem fins lucrativos, não concorrenciais. Uma futura parceria com o setor público (seja na emergência ou nas áreas de maior complexidade) também é considerada.
Sustentabilidade

Com projeto arquitetônico moderno e arrojado, a operacionalização do hospital contará com itens sustentáveis, como aproveitamento de luz e ventilação naturais, aquecimento solar, reaproveitamento de águas pluviais e tratamento de esgoto. Com 1.450 médicos cooperados e 54% de market share, a cooperativa é referência para 142 municípios, que somam dois milhões de habitantes, fomentando uma cadeia de 150 prestadores de serviços, entre clínicas, hospitais, laboratórios e serviços de imagem. “Queremos ser referência em atendimento e acolhimento no Estado de Minas Gerais.”

 

 

 

 

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