‘Trilhas da liberdade’: antigo DCE recebe fixação de mural cerâmico nesta segunda
Iniciativa é do projeto ‘Trilhas da liberdade’, que fixa paineis artísticos em prédios históricos da cidade

Nesta segunda-feira (24), o projeto “Trilhas da liberdade – Murais cerâmicos celebram a democracia nos 61 anos do golpe militar”, fruto da parceria entre a Prefeitura de Juiz de Fora (PJF) com a Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) e a Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, fixa mais um mural cerâmico na cidade. O local contemplado desta vez é o Centro de Conservação da Memória (Cecom) da Universidade Federal de Juiz de Fora, prédio onde ficava localizado o antigo Diretório Central dos Estudantes (DCE). Esse é o terceiro painel do projeto “Se queres mudar o mundo, mude a ti mesmo”, de autoria do artista Matheus Rodrigues Coutinho.
A instalação acontece às 18h30. Para a cerimônia, foram confirmadas as presenças de professores, estudantes, ex-presidentes do DCE do período da ditadura, além da prefeita Margarida Salomão e da reitora da UFJF, Girlene Alves. Xico Teixeira, Domingos, Marcinho Itaboray, Guto Gomes, Estêvão, Hélio José, Henrique, João Couto e Dudu, artistas que participaram do Som Aberto, também estão presentes.
A programação da noite inclui ainda a inauguração da exposição organizada pelo Cecom, “Vozes em tempos de silêncio: cenas do movimento estudantil da UFJF durante a ditadura civil-militar”, espaço em que serão reunidos diversos documentos mostrando cenas da luta do movimento estudantil da UFJF contra a ditadura.
“A instalação do DCE neste endereço na década de 1970 coincide com o período em que a campanha pela redemocratização se intensifica na sociedade com a participação expressiva dos estudantes. Relembrar a resistência democrática contra os abusos de poder do período autoritário é fundamental para que não se esqueça, para que não mais aconteça”, destacou o secretário especial de Direitos Humanos, Biel Rocha, em nota à imprensa.
Painéis já instalados
Outros dois lugares já receberam painéis do projeto “Trilhas da liberdade”: a Praça Antônio Carlos, na Auditoria Militar, e o Conservatório Estadual de Música Haideé França Americano, onde funcionava uma cadeia pública e repartição da Delegacia de Polícia Civil durante a ditadura militar.