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Cartas a JF: Leia 12 singelas cartas dedicadas à cidade

Projeto continua até 13 de junho com participações de diferentes gerações

Por Júlia Pessôa

08/06/2019 às 17h50- Atualizada 08/06/2019 às 17h55

A ideia era ouvir de seus moradores uma declaração de amor a Juiz de Fora, para comemorar o aniversário de 169 anos da cidade, celebrado no dia 31 de maio. De fato, demos voz às declarações a Juiz de Fora por quem a vivencia diariamente. Para elaborar a iniciativa, esperávamos receber por volta de 30 cartas, mas encerramos a homenagem com mais que o dobro disso, com cerca de 70 participações. A colaboração de nossos leitores e leitoras foi tamanha que decidimos estender o período de publicação das cartas, que inicialmente iria até o dia 31 de maio e agora terá seu fim em 13 de junho, dia de Santo Antônio, padroeiro de Juiz de Fora. A ideia era ouvir de seus moradores uma declaração de amor a Juiz de Fora, para comemorar o aniversário de 169 anos da cidade, celebrado no dia 31 de maio. De fato, demos voz às declarações a Juiz de Fora por quem a vivencia diariamente. Para elaborar a iniciativa, esperávamos receber por volta de 30 cartas, mas encerramos a homenagem com mais que o dobro disso, com cerca de 70 participações. A colaboração de nossos leitores e leitoras foi tamanha que decidimos estender o período de publicação das cartas, que inicialmente iria até o dia 31 de maio e agora terá seu fim em 13 de junho, dia de Santo Antônio, padroeiro de Juiz de Fora.

Ao longo do mês de maio, recebemos as mais variadas expressões escritas de carinho pela cidade, relatos de vida, resgates de outras épocas, poesias, pequenos parágrafos com declarações de amor, enfim, uma gama enorme de maneiras de admirar nossa Juiz de Fora, e outras que também apontam o que pode e precisa ser melhorado. Na edição de hoje, você confere algumas das pílulas de afeto destinadas ao município que recebemos e lançamos ao mundo por aqui. Também hoje, você confere, em vídeo no site da Tribuna, a emoção da nova geração de escritores em conhecer a carta como gênero textual e dirigir as palavras que elaboraram para esta forma de escrever à cidade em que vivem. Ainda, até o dia 13, você acompanha outras manifestações de amor, carinho, gratidão e agradecimento à cidade de Juiz de Fora.

 

 

 Juiz de Fora, 31 de março de 2019

Nasci em Juiz de Fora, no Bairro Manoel Honório, mais precisamente na Av. Gov. Valadares. Morávamos num sobrado, e meu pai era proprietário de um bar na loja do mesmo prédio. Passei minha infância toda ali. Era uma turma bem grande de garotada. Irmãos, vizinhas, primas. Tudo era brincadeira. Subíamos em árvores, brincávamos de pique, de mocinho e bandido, escondendo atrás de montes de areia retirada do rio, roubávamos fruta de uma jabuticabeira do vizinho dos fundos do nosso quintal e várias vezes levamos lambada nas pernas, atravessávamos o córrego que naquela época não era poluído.   Mas o que mais gostava era andar de bonde. Meu tio, irmão da minha mãe, trabalhava como cobrador no bonde que fazia a linha Bonfim e que passava na avenida. Esperávamos ansiosa o bonde chegar, e aí meu tio deixava a gente subir e não pagar passagem. Íamos até o ponto final e na volta pulávamos em frente a nossa casa. Quem viveu nessa época e usufruiu desse transporte deve lembrar como era divertido andar de bonde. E, assim, declaro meu amor a essa cidade tão maravilhosa, acolhedora, tranquila.

Marialva Rinaldi 

 

Eu nasci em JF, me casei, tive dois filhos, agora adultos. Eu os levava ao Museu Mariano Procópio, era muito bom, estudaram em escolas públicas. E eu falo que amo Juiz de Fora. Hoje continuo passeando pelo museu, teatros, faço ginástica gratuita. Enfim, esta cidade é maravilhosa. Ah, não posso me esquecer do Morro do Cristo, quando tinha a TV Industrial, fui a vários programas, era muito bom. Por tudo isto, eu amo Juiz de Fora.

Adriana Rofino 

 

Para minha Juiz de Fora,

Minha Juiz de Fora, gosto de dizer que quem te conhece não vai embora jamais. Tu és a Princesa de Minas, a menina dos olhos, a cidade que brilha. És imponente, universitária e por que não revolucionária? Carrega em teu seio um jeitinho mineiro de um povo caseiro que luta e é guerreiro. Quem anda por suas ruas, seja a trabalho ou a passeio, sente tocar a brisa suave de uma cidade que cresce a cada dia, mas nunca deixou de nos agraciar. Dizem que és acolhedora e disso não tenho dúvidas, pois tu és a cidade que a todos encanta. Minha cidade querida, por ti tenho apreço e digo do fundo de minha alma que seu lugar em meu coração não tem preço.

Escrevo esta carta, agradecendo e enaltecendo minha amada que há tantos acolheu, receba os sinceros agradecimentos de quem nunca te esqueceu.

Com amor, Michele Valle

 

Olá,  Eu sou Bassam Iunes Antoun, libanês de 31 anos, moro em Beirute mas tenho família em Juiz de Fora e sempre a visito. Desenvolvi uma ligação muito forte com a cidade e adoraria poder compartilhar este meu amor. Assim como eu, o juiz talvez seja de fora, mas o meu amor vem de dentro. Desde a capital libanesa, eu sinto imensa saudade da princesa de Minas. Aperta o coração quando penso nos seus ipês florindo e seu povo acolhedor sorrindo andando no calçadão. Lembro também como ela recebeu de braços abertos muitos libaneses tais quais meus primos do Bairro Santa Helena. Quando Juiz de Fora completa mais um ano de existência, eu desejo-lhe mais grandeza, mais felicidade e mais mineiridade. E o meu coração quer afirmar que “Sou Mineiro Uai! Mesmo do Paraguai!”.

Abraço, Bassam Iunes Antoun

 

Juiz de Fora, maio de 2019

Querida Juiz de Fora,

É possível que eu seja a juiz-forana mais apegada a minha coordenada geográfica, viu?!

Não consigo vislumbrar minha vida sem as experiências sensoriais que o Centro da cidade sempre me oferece: cheiro de pastel de caminhão no cruzamento da Rio Branco com Itamar Franco (para mim, eternamente Independência); aroma de amendoim torrado e pipoca doce em toda a extensão da Halfeld, balões de hélio em voos sintéticos e metálicos hasteados por um vendedor ambulante sorridente na Batista com São João.

Muitas das minhas memórias auditivas foram registradas no Festival Internacional de Música Colonial Brasileira, que faz parte do calendário daqui e ao qual minha mãe me levava todos os anos.

Outro episódio que me orgulha enquanto cidadã de JF foi a vinda da Esquadrilha da Fumaça à cidade nos anos 1990. Eu era criança e parecia estar sob um efeito especial hollywoodiano. Naquele mesmo dia, descobri o quanto é bonito o céu da nossa terra-mãe. Com frequência, lá pelas 18h, ele deixa a coloração do tempo em sépia, e eu me sinto em um filme antigo.

Bom, vou me despedindo; o ônibus vem vindo e eu preciso encher os pulmões de oxigênio, porque lá dentro o ar é rarefeito.

Carolina Fellet 

 

Viver toda a sua vida numa cidade e não ter a menor vontade de sair deste lugar, deve ser porque ele é um lugar muito especial não é?! Pois então, é exatamente o que “você” representa para mim, Juiz de Fora! Uma cidade na qual nasci e escolhi manter minhas raízes, troncos e folhas (só não posso garantir o fruto! haha). Pensar que faço parte de 1/4 da sua história é perceber o quanto estamos envolvidas na vida uma da outra, e isso me faz sentir um enorme carinho por tudo o que você é e representa para mim! Dizem que o amor é uma escolha, e eu escolho te amar sempre, por isso agradeço seu acolhimento, seu abraço, seu cotidiano, suas características! Neste seu aniversário de 169 anos, desejo que continue tendo paciência com sua sociedade, força para se restabelecer dos reveses, e Fé, muita Fé no Sagrado e em nós!

Parabéns, Princesa de Minas!!!

Muito feliz por fazer parte de sua história!

Lilian Reis

Juiz de Fora, 9 de maio de 2019

Querida Juiz de Fora,

Eu estou escrevendo esta carta porque gostaria de desejar-lhe um feliz aniversário pelo seus 169 anos. Amo viver aqui! Nessa cidade linda, acolhedora e com todos os adjetivos bons que existirem. Fiquei muito feliz que apareceu uma onça no Jardim Botânico! Isso mostra que a cidade do meu coração tem muita mata preservada. Tem também o Morro do Cristo. Nossa, que vista linda! Eu queria propor algumas melhorias para você ficar ainda melhor: o asfalto podia melhorar, mais árvores poderiam ser plantadas, e a poluição causada pelos carros, diminuída. Gostaria, também, que todos os moradores da cidade tivessem água abundante e tratada. Espero que consiga me atender.

Beijos,

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Elisa Coelho

11 anos de vida na querida Juiz de Fora

 

 

Juiz de Fora um lugar bom para viver.

No dia 14 de maio de 2014, eu comecei a participar das corridas de Rua de Juiz de Fora, promovidas pela Prefeitura. Até hoje, participei de mais de 24 corridas e também da última Meia Maratona. Sempre me motiva a participar das corridas na cidade, para mim é um privilégio interagir com as pessoas e com a natureza.

Juiz de Fora me inspira pela sua beleza, natureza, por suas tradições, cultura, arte. Eu sempre conto com um cenário maravilho e que me motiva a correr. Essa é a cidade que eu escolhi para viver e me orgulho de dizer que moro em Juiz de Fora, pois aqui eu encontro tudo que preciso para viver bem com minha família.

A cidade passa por crise financeira, por desemprego, quando andamos pelas ruas, vemos muitos moradores de rua, pessoas passando fome, ainda convivemos com muita miséria e falta de amor, mas tudo isso não faz da nossa cidade um lugar menor, porque aqui conseguimos viver bem.

Gerson Antonio de Almeida Junior

Auxiliar administrativo na Santa Casa de Misericórdia de Juiz de Fora

 

Em 1850 nascia essa cidade e, com ela, muitos anos depois, a minha história. História que se inicia com uma infância cheia de vida e memória no parque e nos corredores do Museu Mariano Procópio. Tardes inteiras ensolaradas, com cheiro de algodão doce e pipoca e aos sons da máquina de sorvete e risos das crianças. Mães, pais, avós sentavam em bancos de cimento observando suas crias entre as páginas de um bom livro ou uma conversa despretensiosa. Essa é a minha Juiz de Fora, com cheiros e sons que se confundem com as batidas dos corações de todos os juiz-foranos.

Saber que é meio-dia quando estiver no calçadão, é ser chamado de carioca do brejo, é ter rixa com a capital, é acreditar que do Morro do Cristo dá pra ver a cidade inteira, é ser província mesmo sendo de uma “cidade grande” e acima de tudo ter orgulho de saber que tanta história foi construída aqui.

Thatyanna Campos

Querida Juiz de Fora,

Aqui nasci, me criei e vivi toda a minha juventude na região dos bairros Santa Terezinha e Bandeirantes. Estive por aqui até os 22 anos de idade. Depois, me mudei com minha mãe, Malvina Braga, meu pai, Ottoni Tristão, e meus irmãos para Além Paraíba. Também morei com minha família em Rio Novo. Após a morte de meu pai, que hoje dá nome ao Diretório Acadêmico da Faculdade de Odontologia da UFJF, tive dificuldades para conseguir emprego por aqui e acabei seguindo e encontrando meu caminho na pequena cidade de Guarani…

Lá constituí minha família, mas Juiz de Fora sempre esteve presente pela proximidade e pela importância que tem para todos os municípios da Zona da Mata. Anos depois, meus três filhos vieram estudar na querida Manchester Mineira e aqui fincaram suas raízes, tiveram seus filhos. Meus quatro netos, portanto, são também meus conterrâneos. E, assim, minha história retorna a nossa bela Juiz de Fora. E agora, nestes seus 169 anos, faço minha especial homenagem a esta cidade. Parabéns, querida Juiz de Fora, que você, continue no “caminho da vanguarda, do progresso estrada afora”!!!

Jorge Tristão

Aposentado

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Cento e sessenta nove anos ! Quem diria,hein, Juiz de Fora? Foram décadas de produção têxtil que a tornou conhecida como Manchester Mineira e Princesinha .E são muitas histórias para contar! Cidade perdeu tantos exemplos, Fábrica Guaraná Americana, Leite CCPL, Malharia Master, Ferreira Guimarães etc! Aprendemos que você foi pioneira em setores diversos como a Primeira Hidrelétrica da América do Sul!

E continua sendo a melhor cidade do país e de Minas, que continua seduzindo seus moradores e visitantes entres as montanhas e áreas verdes e comércio atrativo e variado. As ruas centrais têm galerias como em nenhuma outra cidade. Também temos posição geográfica invejável! E há muito desafio pra enfrentar e não perder a qualidade de vida de seus moradores: Segurança, Saúde, Educação, Transporte público e Mobilidade urbana!

Parabéns Juiz de Fora! Tenha muito sucesso ao longo dos anos! E somos orgulhosos por fazer parte desta história!

Bruno Sarmento

 

Juiz de Fora, 27 de maio de 2019

Cara JF,

Parabéns pelo aniversario próximo. É com orgulho que falo da cidade em que moro desde a barriga de minha mãe. Trata-se de um lugar com uma história bonita e cheia de riquezas.

A começar pelos patrimônios bem distribuídos no espaço físico: UFJF, Museu Mariano Procópio, Parque da Lajinha e agora o Jardim Botânico. Alguns, além de proporcionarem qualidade de vida, devido às paisagens naturais, ajudam na respiração e oxigenação dos seres vivos, também são espaços de aprendizagem com excursões escolares, esportes com atividades físicas ao ar livre, lazer com familiares e caminhadas para idosos.

Quanto ao setor de educação, tem escolas e creches desde públicas a particulares. Até locais federais e tecnológicos, como exemplo: Senac, Sesc, Senai. Várias faculdades em diversas áreas.

Para que a cidade de JF possa continuar a brilhar, é importante haver mais políticas públicas, direitos iguais à população, melhoria do transporte público e conscientização em relação ao próximo, principalmente na questão da dengue e da coleta do lixo.

Igor Santiago Rocha

Estudante, 10 anos

 

 

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