Imbapê: Quem faz o pop faz o samba

Cantor Imbapê dá início à temporada de shows “Samba do Imbapê”, a partir desta quinta-feira, no Muzik, às 18h


Por Cecília Itaborahy, sob supervisão de Wendell Guiducci

05/01/2022 às 07h00

Imbapê
Sob a bênção do verão, Imbapê reinaugura o samba no Muzik (Marcella Calixto/Divulgação)

As quartas-feiras de samba no Muzik foram importantes não só para formar um público que frequentava fielmente a casa todas as semanas ao longo de duas décadas; elas, também, abriram espaço para nomes hoje consagrados em Juiz de Fora, como Sandra Portella, Nanda Cavalcante e Roger Resende. Pelas rodas, incontáveis pessoas passaram e sambaram. Uma dessas é Lucas Barbosa. O juiz-forano, na época, não imaginava que, anos mais tarde, o evento passaria por uma transformação e que ele seria um dos âncoras dessa nova fase. Hoje com o nome de Imbapê, o cantor e compositor inaugura, nesta quinta-feira (6), a partir das 18h, o “Samba do Impabê”. Nesta temporada pelo mês de janeiro no Muzik, quem o acompanha são Herbert Silva, no cavaquinho; Renato da Lapa, no violão; e Chico Cabral e Todynho, na percussão.

Em 2021, Impabê lançou “Pisciano”, “Glorinha” e “As paquitas”: três singles que apresentaram sua música já sob novo “codinome”. Prestes a lançar o EP “Bicho solto”, com financiamento coletivo ainda aberto, ele se aventura no caminho do samba. Mas, de certa forma, não foram tantas as curvas que precisaram ser percorridas para chegar até aqui, já que ele afirma que o gênero está entre suas influências desde sempre.

O mesmo do pop no samba

A mudança do que foi apresentado nas músicas para o que vai acontecer nessa temporada, de acordo com ele, não é tanta. “O samba é pop também. Talvez ele seja o (gênero) mais popular. Não tem como ser brasileiro e não ouvir o samba desde criança. O samba quase é passado pra gente por osmose. É obviamente diferente: o pop usa mais do digital, mas eles dialogam. Porque é o Imbapê que vai estar ali cantando. O mesmo que faz o pop vai fazer o samba”, diz.

Laura Jannuzzi, que compôs “Pisciano”, é, também, produtora musical da temporada. A ideia de fazer um projeto de verão surgiu a partir de uma conversa descontraída. A princípio, não era para ter a periodicidade que veio a ter. No entanto, essa ideia se juntou com a vontade de reabrir o Muzik ao samba. O formato é um pouco diferente do tradicional. Assim como a mudança do dia, o horário também foi adaptado. “É um samba com adaptações desse mundo pandêmico, mas que não perde sua essência. É sempre o samba do Muzik”, explica Laura. O que não muda, também, é o que Impabê já trazia nas apresentações com o grupo Muvuka: estar no palco com um projeto animado, que ele considera “para cima”. O samba é como se fosse o ponto de encontro do seu trabalho autoral com o que o verão pede. “Tem que ir ao show para ver”, ele convida.

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