Família de vítima de homicídio no Aeroporto faz ato e cobra justiça

Parentes e amigos colaram cartazes na porta de casa de shows, rezaram e fizeram caminhada da boate ao local do crime


Por Bernardo Marchiori*

25/03/2025 às 19h25- Atualizada 25/03/2025 às 19h35

Família de vítima de homicídio no Aeroporto faz caminhada de boate ao local do crime
(Foto: Felipe Couri)

Parentes e amigos de Sebastião Felipe Ribeiro Ladeira, de 37 anos, se reuniram, na tarde desta terça-feira (25), para afixar cartazes, rezar e cobrar justiça pela morte dele, que aconteceu na madrugada do último domingo (23). Após ‘desavença’ em casa de shows, a vítima de homicídio foi espancada nas proximidades e não resistiu.

A Tribuna esteve na manifestação. Depois de colar cartazes no muro da boate Madeira’s Lounge, onde foi iniciada a briga da vítima com os suspeitos, os presentes fizeram orações por Sebastião Felipe. Por fim, se deslocaram, a pé, até o local do crime, na Rua Otávio Fernandes Coelho, no Bairro Aeroporto, refazendo a trajetória dele antes do homicídio.

Dos oito suspeitos, cinco (três seguranças, um produtor de eventos e o sócio do estabelecimento) foram presos em flagrante. Até o fechamento desta edição, não havia definição se os mesmos teriam a prisão preventiva decretada ou não, após requerimento do promotor de justiça Leonardo Marques de Jesus Pinto. A última atualização do processo, disponível por consulta pública no site do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), às 18h04, consta como “conclusos para juiz”.

Relembre o caso

Sebastião Felipe teria sido perseguido, colocado dentro de um porta-malas, agredido, atropelado e morto após uma briga que teve início na casa de shows. Segundo relato de testemunhas à Polícia Militar, a vítima foi colocada dentro do porta-malas de um carro e, de lá, o homem foi levado para a Rua Otávio Fernandes Coelho, a algumas quadras do estabelecimento. Outros três veículos teriam chegado na sequência com mais suspeitos.

Ainda segundo relatos de testemunhas à polícia, Sebastião Felipe foi retirado do veículo e jogado no chão, onde ficou deitado enquanto recebia uma série de chutes e socos. Depois da sequência de agressões, os suspeitos teriam retornado aos carros e, durante a fuga, uma caminhonete teria passado por por cima da cabeça da vítima, conforme aponta o registro da PM. O Samu foi acionado e constatou o óbito ainda no local.

A casa de shows Madeira Lounge publicou uma nota, no domingo, em que lamenta o ocorrido. “Diante de uma briga iniciada no interior da casa, nossa equipe de segurança agiu prontamente para conter a situação e retirar os envolvidos, seguindo todos os procedimentos adequados. Infelizmente, após a saída do estabelecimento, um episódio de violência ocorreu na via pública, resultando em uma tragédia que nos choca e entristece profundamente”, diz trecho do texto.

Tanto os seguranças quanto o sócio do estabelecimento estão sendo representados pelo escritório de advocacia Coimbra, Ferolla & Viana Advogados, que divulgou posicionamento, por meio de nota, afirmando que “os assistidos não participaram das agressões ou do suposto atropelamento que culminou na morte de Sebastião Felipe”. Já a defesa do quinto suspeito, Eloi Hildebrando Advocacia Personalizada, afirma que se manifestará apenas dentro do processo,  “ressaltamos que temos plena confiança na justiça brasileira”, completa em nota.

*sob supervisão da editora Fabíola Costa

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