JF deve ter banda larga em localidades ainda sem conexão com a internet

Cidade se habilitou para receber 12 antenas nas proximidades de escolas e UBSs. Instalação será feita por meio do programa “Internet para todos”, do Governo federal

Por Guilherme Arêas

13/03/2018 às 12h55 - Atualizada 14/03/2018 às 07h53

O presidente Michel Temer participou da cerimônia de lançamento do programa “Internet para todos”, nesta segunda-feira (12). (Foto: Valter Campanato/Agência Brasil)

Juiz de Fora é um dos 2.766 municípios brasileiros aptos a formalizar a adesão ao programa “Internet para todos”, do Governo federal. A iniciativa visa a levar acesso à banda larga para localidades ainda sem conectividade com a internet. Doze pontos de Juiz de Fora devem receber as antenas, cuja instalação ainda depende de cronograma do Governo federal. A escolha dos locais foi feita pela Prefeitura de Juiz de Fora (PJF), que priorizou as proximidades de unidades básicas de saúde (UBS) e escolas públicas onde exista estrutura adequada para receber as antenas. A ideia do Governo federal é que as unidades de saúde melhorem o atendimento ao usar o prontuário eletrônico e todas as escolas públicas passem a ter acesso à internet nas salas de aula. Com isso, em Juiz de Fora, devem ser beneficiados com o projeto as localidades de Chapéu D’Uvas, Penido, Sarandira, Caeté, Dias Tavares, Humaitá, Monte Verde, Paula Lima, Torreões, Valadares, Rosário de Minas e Toledos.

Segundo o Ministério de Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, até esta segunda feira (12), quase metade das cidades brasileiras concluíram o cadastro na plataforma e foram consideradas aptas para formalizar a adesão ao programa. Em Minas Gerais, são 185 municípios cadastrados, incluindo a capital Belo Horizonte e cidades da Zona da Mata, como Simão Pereira, Guidoval e Dores do Turvo, além de Juiz de Fora. A lista completa disponibilizada pelo Ministério de Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações está disponível neste link.

O termo de adesão define a infraestrutura básica e as condições para a participação dos municípios no “Internet para todos”. As prefeituras indicaram as localidades passíveis de atendimento, que receberão antenas para a distribuição do sinal de internet. Além de garantir a segurança da área, as prefeituras também vão arcar com as despesas de energia elétrica que esses equipamentos consumirem.

 

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Como funciona

O “Internet para todos” não vai oferecer conexão gratuita para os moradores dessas localidades, mas oferece conexão a preços reduzidos. Os municípios beneficiados nesta primeira fase do projeto começam a receber as antenas em maio, e a expectativa é que sejam instaladas 200 antenas por dia. A Telebras contratou uma empresa dos Estados Unidos, a Viasat, que será responsável por essa etapa do processo.

A conexão de internet do programa será feita por meio do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC), de propriedade do governo brasileiro e que recebeu R$ 3 bilhões em investimentos. Em órbita desde maio de 2017, o satélite tem vida útil de 18 anos, sendo que três destes foram graças às pesquisas dos cientistas brasileiros, que permitiram estender o prazo de operação do SGCD.

Além dos convênios com as prefeituras, o MCTIC já firmou parcerias com o Ministério da Defesa, para garantir o monitoramento de 100% das fronteiras brasileiras, ampliando as ações de combate ao tráfico de armas e drogas; com o Ministério da Educação, para levar banda larga para todas as escolas públicas do país, sendo que 7 mil serão beneficiadas já em 2018; e com o Ministério da Saúde, para implantar internet em hospitais e postos de saúde, melhorando a gestão pública e a qualidade dos serviços prestados à população.

O ministro da Saúde, Ricardo Barros, espera que o “Internet para todos” proporcione economia anual significativa no orçamento da saúde pública. “Com a informatização, a economia gerada nos cofres públicos poderá chegar a R$ 20 bilhões, pois não serão repetidos exames, consultas e entregas de medicamentos”, afirmou ao site do Planalto.

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