Ex-reitor Henrique Duque é solto após passar 13 dias no Ceresp

Ex-secretário de Assuntos Jurídicos da UFJF Nilson Rogério Pinto Leão segue preso preventivamente na unidade prisional


Por Tribuna

07/03/2018 às 09h39- Atualizada 07/03/2018 às 09h59

O ex-reitor da UFJF Henrique Duque recebeu alvará de soltura e foi liberado do Ceresp, na noite desta terça-feira (6). Conforme informações da Secretaria de Administração Penitenciária (Seap), Duque foi colocado em liberdade às 19h12. Ele estava preso preventivamente desde o dia 21 de fevereiro, após a Polícia Federal deflagrar a Operação Editor, que apura fraudes em licitação, falsidade ideológica em documentos públicos, concessão de vantagens contratuais indevidas, superfaturamento e peculato envolvendo as obras do Hospital Universitário (HU) da UFJF. Conforme a Seap, o ex-secretário de Assuntos Jurídicos da UFJF Nilson Rogério Pinto Leão segue preso preventivamente no Ceresp.

O ex-pró-reitor de Planejamento da UFJF Carlos Elízio Barral Ferreira, o diretor-presidente da Tratenge, Renato Moraes Salvador Silva, e a diretora de Negócios da empresa, Maria Cristina de Resende, já haviam sido libertados, após as defesas conseguirem habeas corpus no Tribunal Regional Federal (TRF) da 1ª Região.

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HU/UFJF

Os cinco envolvidos foram presos preventivamente em Juiz de Fora no dia 21 de fevereiro, sendo os quatro homens no Ceresp, em cela de dez metros quadrados com outros detentos, e a mulher na Penitenciária Ariosvaldo Campos Pires. As detenções foram desencadeadas pela Polícia Federal na Operação Editor, em cumprimento à decisão do TRF1, após pedido do MPF. Neste processo, são apuradas fraudes na licitação do novo HU da UFJF, no Bairro Dom Bosco, além de falsidade ideológica em documentos públicos, concessão de vantagens indevidas, superfaturamento e peculato.

Internamente, a UFJF instituiu uma comissão de sindicância administrativa para apurar os danos causados às edificações que compõem o prédio em construção do novo hospital, cujas obras estão interrompidas há dois anos e oito meses. Conforme parecer desta comissão, os prejuízos em decorrência da paralisação chegavam a quase R$ 1 milhão em 2016.

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