Laboratórios da UFJF realizam testes de dengue para cidades mineiras

Cerca de 300 amostras têm sido recebidas para análise semanalmente, atendendo 52 municípios mineiros, segundo a UFJF


Por Nathália Elis Fontes

03/03/2024 às 07h00

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No laboratório da Faculdade de Farmácia, docentes, técnicos e alunos têm trabalhado no processamento das amostras (Foto: Alexandre Dornelas/Arquivo UFJF)

Na Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), dois laboratórios têm realizado análises de testes moleculares de dengue, zika e chikungunya, as chamadas arboviroses. De acordo com informações da UFJF, cerca de 300 amostras têm sido recebidas para análise semanalmente, atendendo 52 municípios mineiros. Em Minas Gerais foram confirmados 135.382 casos de dengue até esta sexta-feira (1º), no painel de monitoramento de arboviroses da Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG). Em Juiz de Fora, são 1.430 confirmações da doença.

Ainda conforme a UFJF, o Laboratório de Biologia Molecular da Faculdade de Farmácia está cobrindo a região da Superintendência Estadual de Saúde de Juiz de Fora; e o Centro de Estudos em Microbiologia do Instituto de Ciências Biológicas (Cemic/ICB), a Gerência de Saúde de Leopoldina. Eles são credenciados desde 2020 pelo Governo estadual e atuaram na pandemia de Covid-19, tornando-se centros colaboradores da Rede de Laboratórios de Saúde Pública de Minas Gerais. Também realizam testes moleculares para febre amarela, além de Covid e arboviroses.

Segundo o diretor da Faculdade de Farmácia, Marcelo Silvério, a unidade recebe cerca de 150 amostras por semana para testes de arboviroses, sendo o índice de positividade de 25%, com prevalência para o tipo 1 da dengue. Já no Cemic, que recebe a outra parcela das amostras, a positividade chega a 60%, segundo a coordenadora, professora Vanessa Cordeiro Dias.

Os profissionais de saúde também alertam sobre o período certo para coleta do sangue para fazer o exame de RT-PCR, utilizado para fazer o diagnóstico. “É importante coletar até o quinto dia de sintomas. Depois disso, a probabilidade de encontrar o vírus diminui”, explica Vanessa.

*Estagiária sob a supervisão da editora Fabíola Costa.

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