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Método antigo volta a fazer sucesso entre quem quer amenizar o calor sem ar-condicionado

Método com toalha úmida volta a ganhar destaque como alternativa simples para amenizar o calor sem ar-condicionado.


Por Leticia Florenco

03/07/2026 às 13h17

Método antigo volta a fazer sucesso entre quem quer amenizar o calor sem ar-condicionado
(Foto: Reprodução/TRT-MG)

Com as temperaturas elevadas e o aumento dos gastos com energia elétrica, alternativas simples para refrescar os ambientes voltaram a chamar a atenção.

Entre elas está um método antigo que utiliza apenas uma toalha úmida para amenizar o calor em cômodos sem a necessidade de ar-condicionado.

A técnica, baseada no princípio do resfriamento por evaporação, ganhou destaque novamente por oferecer uma solução de baixo custo para quem mora em imóveis sem climatização ou deseja reduzir o consumo de energia.

Especialistas em climatização afirmam que o método pode gerar uma sensação de frescor, desde que seja utilizado nas condições adequadas.

Como funciona a técnica

O procedimento consiste em umedecer uma toalha de banho, retirar o excesso de água e pendurá-la em frente a uma janela por onde haja entrada de vento.

Também é possível posicioná-la diante de um ventilador, desde que o fluxo de ar atravesse o tecido.

Durante esse processo, parte da água presente na toalha evapora. A evaporação absorve calor do ar que passa pelo tecido, fazendo com que ele entre no ambiente ligeiramente mais frio.

Segundo especialistas, o método não reduz drasticamente a temperatura do cômodo, mas pode tornar o ambiente mais confortável, especialmente durante a noite.

Circulação de ar é indispensável

De acordo com profissionais da área de climatização, o principal fator para o funcionamento da técnica é a circulação constante do ar.

Sem vento natural ou ventilação forçada, a evaporação ocorre de forma limitada e o efeito praticamente desaparece.

Por isso, apenas pendurar uma toalha molhada na janela, sem que haja movimentação do ar, dificilmente produzirá qualquer sensação de resfriamento.

Água gelada não aumenta o efeito

Apesar de muitas pessoas acreditarem que utilizar água extremamente fria melhora o resultado, especialistas afirmam que essa diferença dura apenas alguns minutos.

Após esse período, a água rapidamente atinge a temperatura do ambiente.

O efeito refrescante ocorre devido ao processo de evaporação e não pela temperatura inicial da água utilizada para umedecer a toalha.

Tamanho da toalha também influencia

Para obter melhor desempenho, recomenda-se utilizar uma toalha capaz de cobrir boa parte da área por onde o ar entra no ambiente.

Uma toalha de banho convencional costuma atender à maioria das janelas residenciais.

Quando utilizada junto a um ventilador, a recomendação é que o tecido tenha dimensões semelhantes à entrada de ar do equipamento, evitando desperdício de fluxo.

Método funciona melhor em clima seco

A eficiência da técnica depende diretamente da umidade relativa do ar.

Em regiões secas, onde a evaporação ocorre com maior facilidade, o método pode proporcionar uma sensação térmica mais agradável.

Já em locais com umidade elevada, o ar encontra dificuldade para absorver mais vapor d’água, reduzindo significativamente o efeito refrescante.

Especialistas alertam que, em ambientes com umidade acima de 60%, a toalha úmida pode até aumentar a sensação de abafamento e favorecer o surgimento de mofo caso permaneça molhada por longos períodos.

Toalha precisa permanecer úmida

Outro ponto destacado pelos especialistas é que o método possui efeito temporário. Com o passar das horas, a toalha seca naturalmente e deixa de promover qualquer resfriamento.

Por isso, quem pretende utilizá-la durante um período prolongado deverá umedecer novamente o tecido sempre que necessário.

Alternativa econômica, mas com limitações

Embora não substitua o desempenho de um aparelho de ar-condicionado, a técnica pode representar uma alternativa simples para amenizar o calor em situações específicas.

O método exige poucos recursos, não aumenta o consumo de energia elétrica e pode ser útil principalmente durante a noite, desde que exista boa circulação de ar e baixa umidade.

Especialistas ressaltam, porém, que a solução deve ser vista como um recurso complementar, já que sua eficiência depende diretamente das condições climáticas e da ventilação do ambiente.