Briga entre estudantes e tentativa de invasão mobilizam polícia em escola de Juiz de Fora
Secretaria de Estado de Educação afirma que direção adotou medidas imediatas, acionou a PM e o Conselho Tutelar; mãe questiona liberação antecipada de alunos e protocolos de segurança
Uma briga entre duas estudantes, de idades não informadas, e uma tentativa de invasão da Escola Estadual Fernando Lobo, no Bairro São Mateus, na região Sul de Juiz de Fora, mobilizaram a Polícia Militar na manhã da última quarta-feira (1º).
Segundo a Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais (SEE/MG), em meio ao desentendimento entre as estudantes, um terceiro envolvido tentou entrar na instituição e um aluno sofreu um ferimento leve. Ele recebeu atendimento da equipe da escola, foi encaminhado para avaliação médica e liberado em seguida.
Em nota, a SEE/MG informou que a direção da escola adotou “todas as medidas cabíveis” assim que tomou conhecimento da situação. A Polícia Militar foi acionada para registrar o boletim de ocorrência, os responsáveis pelas estudantes envolvidas foram chamados para uma reunião, o Conselho Tutelar foi comunicado e o Núcleo de Acolhimento Educacional (NAE), composto por psicólogo e assistente social, reforçará as ações de mediação de conflitos e promoção da cultura de paz na unidade.
A Secretaria ressaltou que repudia qualquer forma de violência no ambiente escolar e destacou que desenvolve ações permanentes de prevenção por meio do Projeto Socioemocional e do Programa de Convivência Democrática. As iniciativas incluem rodas de conversa, oficinas, palestras e escuta qualificada, com o objetivo de fortalecer o respeito mútuo e promover um ambiente escolar mais seguro.
Relato de mãe aponta preocupação
A repercussão do caso ganhou força após publicação feita nas redes sociais por Juliana Farnese, mãe de uma aluna da escola. Ela afirmou que a filha, de 13 anos, foi liberada antes do horário habitual de saída, sem que os pais fossem previamente comunicados sobre o motivo.
Segundo Juliana, a principal preocupação não é a decisão de retirar os alunos da escola durante a ocorrência, mas a falta de informações às famílias. “Nem todo mundo tem autonomia para pegar um ônibus. As vans não sabiam o que estava acontecendo. Então, se nesse meio tempo, as crianças que tinham que esperar pai, tinham que esperar a van, se acontece alguma coisa enquanto estão na rua, quem seria responsável?”, questiona.
Ela também relatou preocupação com a segurança após receber a informação de que um homem teria conseguido entrar na instituição portando uma faca. Juliana defende que, mesmo em situações emergenciais, a escola mantenha a comunicação com as famílias para informar sobre alterações na rotina e garantir que alunos que dependem de responsáveis ou transporte escolar tenham o suporte necessário.
Medidas adotadas pela escola
Procurada pela Tribuna, a SEE/MG informou que o Núcleo de Acolhimento Educacional atuará na unidade para fortalecer ações de prevenção à violência e mediação de conflitos, investindo em políticas voltadas à promoção da convivência respeitosa e da cultura de paz nas escolas estaduais.
*Estagiária sob supervisão da editora Gracielle Nocelli









