Nova onda de frio já tem data para atingir o Brasil com risco de geadas em várias regiões
Nova onda de frio chega ao Brasil com risco de geadas, friagem e até chance de neve em regiões do Sul.

Uma nova onda de frio deve atingir o Brasil na segunda quinzena de junho e poderá provocar temperaturas até 5°C abaixo da média histórica em diversas regiões do país.
A previsão é de que duas massas de ar polar avancem em sequência sobre o território nacional, aumentando a duração e a intensidade do resfriamento justamente na transição entre o outono e o inverno.
Segundo informações divulgadas pela Meteored, o episódio poderá ser um dos mais abrangentes de 2026 até o momento, alcançando estados do Sul, Sudeste, Centro-Oeste e até áreas da Região Norte.
Primeira massa polar chega nos próximos dias
A primeira incursão de ar polar está prevista para avançar pelo Brasil a partir do dia 14 de junho. Antes disso, uma frente fria deverá provocar chuva em diferentes estados, preparando o cenário para a entrada do ar gelado.
Entre os dias 15 e 22 de junho, os modelos meteorológicos indicam uma queda expressiva das temperaturas, com registros significativamente abaixo da média climatológica para o período.
Meteorologistas destacam que o diferencial deste evento está na persistência do frio, já que as baixas temperaturas poderão se manter por vários dias consecutivos.
Segunda onda deve reforçar o resfriamento
Após a primeira incursão, uma nova massa de ar polar deverá chegar por volta do dia 22 de junho, intensificando novamente o frio nas regiões já afetadas.
A atuação consecutiva desses sistemas poderá prolongar os efeitos do inverno antecipado e ampliar os impactos em diferentes áreas do país.
Caso o cenário previsto se confirme, o Brasil enfrentará uma sequência incomum de dias frios, com potencial para alterar a rotina da população.
Temperaturas podem ficar até 5°C abaixo da média
Os modelos climáticos apontam uma anomalia negativa de temperatura durante a segunda quinzena do mês.
Em algumas localidades, os termômetros poderão registrar valores até 5°C inferiores à média histórica de junho, elevando a sensação de frio e exigindo cuidados adicionais com grupos mais vulneráveis.
Especialistas ressaltam que o episódio não deve se limitar a madrugadas geladas, mas também poderá influenciar as temperaturas máximas ao longo do dia.
Região Sul deve concentrar os efeitos mais intensos
Os três estados do Sul aparecem entre as áreas com maior potencial para registrar frio severo.
No Rio Grande do Sul, em Santa Catarina e no Paraná, a expectativa é de madrugadas rigorosas e formação de geadas amplas, especialmente em regiões de maior altitude.
Entre os dias 15 e 16 de junho, algumas localidades poderão registrar temperaturas inferiores a 0°C, cenário que acende o alerta para prejuízos em lavouras mais sensíveis às baixas temperaturas.
Sudeste também entra no mapa do frio
O avanço do ar polar deverá atingir boa parte do Sudeste brasileiro.
São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais estão entre os estados que poderão sentir os efeitos do resfriamento, com destaque para áreas do Sul de Minas e do Alto Paranaíba.
Em centros urbanos, a combinação entre vento e temperaturas reduzidas poderá intensificar a sensação térmica de frio.
Centro-Oeste terá queda brusca nos termômetros
No Centro-Oeste, os impactos devem ser sentidos principalmente em Mato Grosso do Sul.
Áreas do oeste de Mato Grosso e do sul de Goiás também aparecem nas projeções meteorológicas como regiões suscetíveis à influência das massas polares.
Mesmo em locais acostumados ao calor predominante, a mudança poderá ocorrer de forma rápida e significativa.
Friagem deve alcançar a Região Norte
O avanço do ar polar poderá provocar o fenômeno conhecido como friagem em partes da Amazônia.
Acre, Rondônia e o sul do Amazonas estão entre os estados que poderão registrar redução expressiva nas temperaturas, algo considerado incomum para a região.
Nessas situações, cidades tradicionalmente quentes podem apresentar amanheceres surpreendentemente frios.
Geadas, chuva congelada e neve entram no radar
Além das geadas previstas para a Região Sul, os modelos meteorológicos também monitoram a possibilidade de ocorrência de chuva congelada e chuva congelante.
A combinação entre umidade e intenso resfriamento em altitude cria condições favoráveis para esses fenômenos típicos do inverno rigoroso.
As projeções ainda não descartam a chance de neve em áreas serranas do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina. Apesar de considerada baixa, a possibilidade mantém moradores e turistas atentos às próximas atualizações.
Especialistas recomendam atenção às atualizações
Meteorologistas reforçam que as previsões podem sofrer ajustes nos próximos dias, principalmente em relação à intensidade e à abrangência dos fenômenos mais extremos.
Ainda assim, os modelos indicam um cenário consistente de frio intenso e persistente, capaz de marcar a reta final do outono com temperaturas incomuns em grande parte do país.









