Equipes da UFJF disputam competições nacionais e internacionais

Grupos que realizam projetos de eficiência energética e robótica participam de competições com outras universidades na próxima semana

Por Tribuna

01/11/2017 às 12h20

Equipe Capivara de Eficiência Energética vai participar, entre os dias 6 a 9 de novembro, em São Paulo (SP), da Shell Eco-Marathon. (Foto: reprodução do Facebook da equipe Capivara)

As oportunidades de desenvolver atividades extra-curriculares durante o período de graduação têm sido aproveitadas por estudantes da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF). Em meio aos galpões da Faculdade de Engenharia, duas equipes se prepararam para disputar competições com outras universidades, na próxima semana. A Equipe Capivara de Eficiência Energética participa, entre os dias 6 a 9 de novembro, no Rio de Janeiro (RJ), da Shell Eco-Marathon, uma competição de fomento à pesquisa energética que desafia estudantes a projetar e construir protótipos que percorram a maior distância com a menor quantidade de energia. As equipes constroem carros que passam por baterias de inspeção e de segurança. Se forem aprovados, os carros vão percorrer uma quilometragem específica e vence aquele que tiver a melhor eficiência energética, ou seja, fizer mais quilômetros por litro. A equipe da UFJF participa da categoria gasolina, mas há ainda competições nas categorias etanol e elétrico. O evento reúne equipes de todo o país e de várias universidades, e os finalistas vão para a etapa mundial.

Rinobot, equipe de Robótica da UFJF, vai participar da Competição Latino Americana e Brasileira de Robótica, a Larc, em Curitiba. (Foto: reprodução do Facebook da equipe Rinobot)

Na mesma semana, no dia 8, a equipe de Robótica da UFJF Rinobot participa da Competição Latino Americana e Brasileira de Robótica (Larc), em Curitiba (PR). No torneio, cada grupo constrói um robô que desenvolve alguma atividade, como jogar futebol e luta de sumô. Em outra parte da disputa,  o grupo faz a programação de comando de um robô já pronto. Os equipamentos são autônomos, ou seja, não há qualquer interferência humana nas atividades do androide no meio da competição. Na categoria Futebol VSSS (Very Small Size Soccer), na qual robôs jogam uma partida de futebol, três robôs em campo disputam, em um campo de 1,5m x 1,8m, uma partida nos mesmos moldes de uma jogada por humanos. São 10 minutos de partida, e ganha a equipe que fizer mais gols.

Segundo o estudante João Paulo Pimentel, graduando de Engenharia Elétrica com Habilitação em Robótica e Automação Industrial, esta é a segunda vez que a equipe participa da competição. “No ano passado, em Recife, chegamos nas oitavas-de-final, fomos eliminados para equipe da USP. Nossa expectativa é grande, conseguimos evoluir depois dessa participação. Nós acreditamos que podemos ficar bem colocados na competição latino-americana.”

 

Microraptor

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O resultado positivo dessas competições está sendo colhido por oura equipe da UFJF, desta vez de aerodesign. A equipe Microraptor ficou em quatro lugar na competição SAE Brasil de Aerodesign – categoria Micro – em competição realizada no último fim de semana, na cidade de São José dos Campos (SP). Os estudantes foram avaliados pelo relatório técnico entregue aos avaliadores, engenheiros do Instituto Técnico de Aeronáutica (ITA), e pelo desempenho nas baterias, em que foram desafiados a apresentar aeronaves extremamente leves e confiáveis. “O planejamento era ficar entre os cinco primeiros, e atingimos a nossa meta. Estamos montando uma equipe bem estruturada para brigarmos por alguma coisa maior. Fomos parabenizado pelo nosso projeto técnico, e isso é uma coisa muito gratificante, o que mostra que nosso projeto é reconhecido por profissionais da Embraer. Isso nos deixa confortável para seguir em frente”, afirma o estudante de Engenharia Mecânica Gabriel Antônio Mendes das Flores.

Foto: Divulgação/Microraptor

Para ele, as equipes de competição oferecem a oportunidade de colocar em prática os conhecimentos adquiridos em sala da aula, além de desenvolver diversas habilidades para o mercado de trabalho, como gestão de pessoas e trabalho em grupo. “É uma experiência gratificante quando conseguimos ver na prática o que vamos fazer na nossa profissão. O projeto é uma pequena amostra do que vamos vivenciar no mercado de trabalho. Pelo menos na classe micro, é a vivência real de um projeto. Ali premia quem faz projeto de engenharia”, conclui.

 

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