Renovação diária

Por Comunidade Espírita A Casa do Caminho, Iriê Salomão de Campos

14/04/2018 às 06h30

Nas lutas e nos resgates que forjam a vida humana no planeta Terra, é imprescindível que aprendamos a rogar aos mentores espirituais, mensageiros do Cristo, o vital equilíbrio interior para que nos seja possível absorver as vibrações elevadas provenientes do Mais Alto, as quais nos auxiliam a novos aprendizados que nos libertarão de antigas cadeias de crendices, convenções sufocantes, dedicações vazias e hábitos enraizados. Sentimentos que formam um emaranhado emocional que detém as criaturas por milênios em vidas sucessivas de medos, inseguranças que vêm se apresentando nas emoções mais sofridas, nos dias atuais, pelo nome de pânico.

É fundamental desvencilhar-se do passado, aprendendo a buscar o legítimo bem, claramente estabelecido no roteiro edificante do Evangelho de Jesus. Não basta fazer promessas, romarias, rogações, sem rumo certo; dizer-se cultivador da fé sem raciocinar; ou agir sem objetivo elevado. Necessário se faz bater à porta do Pai, sem desespero, mas com as mãos firmes e umedecidas pelo suor do esforço, carregando aos ombros o grande embornal da boa vontade e o coração pleno em auxílio ao próximo.

“Pedi e obtereis”, ensina Jesus, mas é preciso saber o que e como pedir, afirmam os Evangelistas. Peçamos ao Pai condições de energia para a libertação das emoções primitivas, essas que nos atam às amarguras e tristezas, e forças para buscar sentimentos sublimes que nos auxiliarão na aquisição de melhor saúde, sem que nos esqueçamos de conduzir a vida de maneira mais regrada.

Que aprendamos a suplicar por mais claridade espiritual, nos desvencilhando de velhas crendices, sem que nos percamos nas sombras dos modismos contemporâneos. Com esforço nos será creditado o mérito de um maior facho de esperança, ao mesmo tempo em que aprendemos a cultivar a serenidade.

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Merecer a coragem, sem repousar no cômodo aconchego da glória desanimadora. Pedir a concessão de recursos materiais para soluções de dificuldades que nos afligem no mundo, perturbando a vida doméstica, mas não devemos nos esquecer de gastar com equilíbrio e respeito, sem haver precipitação no egoísmo e avareza.

Na luta de cada dia, deve prevalecer o sublime relacionamento entre o Criador e a criação, e raros são os que se dispõem a observar isso. Precisamos ser o Homem Novo, ensinado por Paulo, o Apóstolo.

Empenhando-nos, assim, realizaremos a Páscoa do Cristo, não em um dia de domingo, mas em todos os dias de todos os anos, nos renovando em nome do Jovem Carpinteiro.

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