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2018 e a política

Finalmente, chegou 2018 trazendo a esperança de grandes mudanças no cenário político brasileiro, apesar da bandidagem que tomou conta do Congresso Nacional e do Palácio do Planalto. As mudanças esperadas dependem do voto do povo brasileiro, e as perspectivas não são nada boas. Quando Pelé declarou que o povo brasileiro não sabia votar, foi execrado […]

Por Wilimar Maximiano Pereira, advogado

12/01/2018 às 07h44 - Atualizada 12/01/2018 às 07h56

Finalmente, chegou 2018 trazendo a esperança de grandes mudanças no cenário político brasileiro, apesar da bandidagem que tomou conta do Congresso Nacional e do Palácio do Planalto. As mudanças esperadas dependem do voto do povo brasileiro, e as perspectivas não são nada boas. Quando Pelé declarou que o povo brasileiro não sabia votar, foi execrado por causa da sua afirmação. Passados tantos anos, vem a constatação de que o craque tinha razão. É só analisarmos os resultados das pesquisas eleitorais que dão a Lula a marca de 54% na preferência do eleitorado. Qual a outra razão para justificar esse resultado? Como pode um sujeito amoral e sem escrúpulos, responsável pelo maior escândalo de corrupção do país, apresentar tamanho desempenho na preferência popular?

Lula fez carreira como sindicalista, apresentando um comportamento dúbio. Enquanto promovia movimentos grevistas, negociava com os patrões, por baixo dos panos. Até sua famosa prisão naquela época deixou a impressão de uma grande farsa. Basta olhar a foto da ocasião que mostra um Lula tranquilo, conduzido no banco do carona, e não no xadrez da viatura como era de praxe, e com um cigarro na boca. No mínimo estranha tal situação. Aliás, o empresário (corrupto) Emílio Odebrecht declarou que ouviu do todo-poderoso chefe do Serviço Nacional de Informações (SNI), general Golbery do Couto e Silva, que Lula nunca foi de esquerda e que era, sim, um bon-vivant, deixando claro que ele tirava proveito pessoal, fingindo defender a classe trabalhadora. Também o delegado Romeu Tuma Júnior já discorreu sobre as duas caras de Lula.

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Lula, ao assumir a Presidência da República em 2002, e com auxílio da eminência parda José Dirceu, montou o maior esquema de corrupção do país, começando com o famigerado mensalão, do qual se livrou com a benevolência, a cumplicidade e até o sacrifício de alguns da sua turma para salvar seu pescoço. Loteou a Petrobras entre seus aliados, causando enorme rombo na empresa e nos cofres públicos. Depois disso tudo e encalacrado com a Justiça, o sujeito desponta como líder disparado nas pesquisas, confirmando a frase do Rei do Futebol. Fica a expectativa e a esperança para o julgamento de seu recurso junto ao Tribunal Federal em Porto Alegre daqui a alguns dias, com a confirmação da sua condenação, apesar da possibilidade da utilização das brechas jurídicas pelos seus defensores para tentar livrar sua cara. O ideal seria um placar unânime da turma julgadora, para diminuir suas chances de novos recursos. De qualquer forma, o resultado do julgamento será emblemático: premiará a impunidade ou livrará o país dessa praga que surgiu do movimento sindical e que quase acabou com a nação brasileira.

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