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Igreja humilde e pobre

Por Equipe "Igreja em Marcha", grupo de leigos católicos

09/02/2019 às 07h02- Atualizada 09/02/2019 às 10h42

No final do mês de janeiro, o Papa Francisco encontrou-se com os bispos da América Central, na Igreja de São Francisco de Assis, na Cidade de Panamá. O Pontífice exortou a Igreja a ser humilde e pobre, não arrogante nem cheia de orgulho, seguindo o exemplo de São Óscar Romero.

O discurso do Papa Francisco aos bispos centro-americanos do Secretariado Episcopal da América Central (Sedac) foi realizado durante as Conferências Episcopais de Panamá, El Salvador, Costa Rica, Guatemala, Honduras e Nicarágua. O Papa encontrou os bispos: “Entre vocês há também amigos de juventude”, disse. Após a saudação do presidente, dom José Luis Escobar Alas, centralizado sobre o atual momento histórico “tristemente” marcado por violência, corrupção, desigualdade, migração e exclusão social, especialmente para os mais pobres, Francisco, em seu discurso, ressaltou que “este encontro com os bispos oferece-lhe a oportunidade de poder abraçar e sentir-se mais próximo dos povos centro-americanos”.

“Este encontro nos recorda um acontecimento eclesial de grande relevância. Os pastores desta região foram os primeiros a criar na América um organismo de comunhão e participação que deu, e continua dando, frutos abundantes. Refiro-me ao Secretariado Episcopal da América Central (Sedac): um espaço de comunhão, discernimento e empenho que nutre, revitaliza e enriquece as suas igrejas. Pastores que souberam progredir, dando um sinal que, longe de ser um elemento apenas programático, indicou como o futuro da América Central – e de qualquer outra região no mundo – passa necessariamente pela lucidez e pela capacidade que se possui de ampliar a visão, unir esforços num trabalho paciente e generoso de escuta, compreensão, dedicação e empenho, e poder assim discernir os novos horizontes para onde nos está conduzindo o Espírito.”

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Segundo o Papa, “nesses 75 anos passados desde a sua fundação, o Sedac procurou partilhar as alegrias e as tristezas, as lutas e as esperanças dos povos da América Central, cuja história se forjou entrelaçando-se com a história do seu povo”. “Muitos homens e mulheres, sacerdotes, consagrados, consagradas e leigos ofereceram a vida, até o derramamento do próprio sangue, para manter viva a voz profética da Igreja contra a injustiça, o empobrecimento de tantas pessoas e o abuso do poder”.

O Papa falou também sobre a questão da migração: “Na última carta pastoral, vocês afirmaram: ‘Ultimamente a nossa região tem sofrido o impacto da migração realizada de forma nova, por ser maciça e organizada, e que evidenciou os motivos que levam a uma migração forçada e os perigos que cria para a dignidade da pessoa humana'”. Francisco recordou que “muitos dos migrantes têm rosto jovem; procuram um bem maior para a própria família, não temendo arriscar e deixar tudo para lhe oferecer o mínimo de condições que garantam um futuro melhor. Aqui não basta a denúncia, mas devemos anunciar concretamente uma boa nova”.

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