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Para começar

Por Iriê Salomão de Campos, Comunidade Espírita A Casa do Caminho

05/01/2019 às 07h00

Para começar, a boa vontade basta, diz o popular. Mas, para realizar bem a empreitada que se propõe ou que a vida destina, somente a boa vontade não é o suficiente. É necessário direcionar, aprender ao máximo sobre a tarefa a ser realizada, tendo nas Leis de Deus, oriundas de Jesus, parâmetros de nossas ações. Dessa maneira, o tempo, os resultados e as consequências, infalivelmente, serão construtivos e benéficos a todos e ao ambiente em que se vive.

Assim, pode-se concluir de pronto que o desejo, os sonhos e a vontade pessoal pouco valem sem que haja uma ação efetiva e profícua. É indispensável que as atitudes sejam motivadas não pelo instinto tosco, mas pela força de vontade, esta que é a única força admissível no íntimo daqueles que pretendem seguir o caminho do progresso espiritual, tal qual consta nos ensinos de Jesus.

Cada pessoa carrega em seu íntimo características individuais e únicas. Esses detalhes colecionados ao longo das encarnações, como a maneira de pensar e de se comportar, que tão fortemente marcam o espírito, recebem o nome de personalidade. E é exatamente em nossa personalidade, que determina o nosso comportamento, que devemos aplicar a força de vontade, para amansar e cristianizar-nos, como exemplificado por Paulo, o Apóstolo, que fez nascer o homem novo ao encontrar o Cristo. Não é possível desejar novos tempos, querer outros resultados, se cometemos os mesmos erros e reproduzimos as mesmas atitudes diariamente.

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Cristo nos ensina: “Se soubesses, também tu, neste dia, as coisas que conduzem para a paz”, Lucas 19:42. Essa afirmação de Jesus destina-se muito mais a cada um de nós que aos governantes, nações e coletividades. O Nazareno fala-nos diretamente ao coração, campo de nosso íntimo, residência da emoção e reino dos céus, onde deve também morar a paz interior.

A vida biológica, ou seja, o período que temos neste corpo transitório e chamamos vida, é o tempo que o ser humano recebe do Altíssimo como oportunidade de renovação pessoal. Cabe-nos refletir além das limitações passageiras e terrenas e nos enxergar como espírito eterno em marcha constante ao progresso, e este depende exclusivamente da nossa força de vontade em não mais errar tanto.

Cada homem de boa vontade guarda a digna atitude em esforçar-se para compreender os deveres cristãos que lhe cabem e os trabalhos a serem realizados para a coletividade. Para tanto, é necessário sair da sua comodidade e da sua zona de conforto. Para quem deseja de fato um novo ano, é imperioso começar por descobrir em si o que o aborrece e desequilibra a tranquilidade pessoal. Corrigir e superar a irritação íntima, no esforço silencioso para a paz no próprio coração. Para que se faça a paz na Terra, é necessário que sejamos todos homens de boa vontade nos caminhos de Jesus.

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