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Pessoa idosa: mais visibilidade em 2019

Fim de ano. Início de um outro. Tempo de reflexões. Novas propostas. Outros planejamentos. Nessa direção, o que desejo compartilhar com você, aqui, prezado leitor, neste espaço, é sobre a relação da cidade com suas pessoas idosas, nesse ano de 2018 – que se despediu e que, para alguns, já foi tarde – com a […]

Por José Anísio Pitico da Silva, assistente social e gerontólogo

03/01/2019 às 07h00- Atualizada 03/01/2019 às 07h32

Fim de ano. Início de um outro. Tempo de reflexões. Novas propostas. Outros planejamentos. Nessa direção, o que desejo compartilhar com você, aqui, prezado leitor, neste espaço, é sobre a relação da cidade com suas pessoas idosas, nesse ano de 2018 – que se despediu e que, para alguns, já foi tarde – com a presença de chuvas intermitentes, trazendo lama e prejuízo material; angústias e desesperos para a vida de moradores de regiões, até então, fora do mapa histórico de inundações e enchentes na “Manchester Mineira”.

De outra forma, apresento a seguinte questão: como é envelhecer em JF? Numa cidade que acolhe mais de 95 mil pessoas na denominada e desgastada expressão terceira idade. Como é a velhice das pessoas que moram na cidade? A cidade estimula ou reprime a participação social dos idosos no ambiente cultural e comunitário? Que atrativos a cidade oferece para os que aqui escolhem envelhecer? Numa expressão bem temática: Juiz de Fora pode ser considerada uma cidade amiga da terceira idade? Vou tentar responder essas questões, considerando o limite do espaço disponível para esta coluna.

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Primeiramente, posso afirmar, sem medo de errar, que JF é uma cidade que tem um grande percentual de pessoas idosas em sua população, portanto ela precisa se (re)adequar para atender as demandas, os interesses e os desejos do (as) idosos (as). Em todos os seus quadrantes. Da Zona Sul aos núcleos rurais.

Segundo: as pessoas idosas, por viverem mais, estão fazendo uma nova fase de vida para elas, de mais participação e protagonismo. Os brasileiros com 60 anos ou mais já são 13% da população, e em 30 anos serão mais de 30%. São os “novos velhos” a que se refere a gerontologia brasileira. Uma outra imagem está se apresentando à cena social, em que os velhos símbolos caricatos da bengala e do tricô vão sendo substituídos pela entrada cada vez maior das pessoas idosas em busca de atualização de conhecimentos no mundo cibernético e nas novas tecnologias de informação. E o mercado está de olho, com oferta de plataformas próprias para mãos um pouco mais trêmulas. O usuário idoso está conectado ao mundo digital. Essa é a grande expressão da revolução da longevidade. Mas é preciso entender que o envelhecer de ontem é diferente do de hoje. Agora, é preciso aproveitar esses anos a mais para se reinventar, aprender sempre e investir em si mesmo para viver bem. É o que nos propõe o gerontólogo e referência na matéria, Dr. Alexandre Kalache.

Em 2018, fizemos muitas atividades sociais, culturais, educativas e políticas com centenas de pessoas idosas que participam dos nossos programas. Vocalizando as demandas dos (as) cidadãos (as) idosos (as) da cidade. Precisamos avançar mais, principalmente na oferta de ações para os idosos mais dependentes e fragilizados. É fundamental ampliar nossos horizontes, ter um pensamento abrangente e interconectado com várias áreas do conhecimento, com a participação de todos, porque tudo está relacionado se desejamos uma cidade humana para todas as idades.

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