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Por uma boa estrada

Investimentos na MG-353 são fundamentais para implementação de projetos industriais na região e no desembaraço de produtos no Aeroporto Regional Presidente Itamar Franco

Por Tribuna

14/04/2019 às 06h51- Atualizada 15/04/2019 às 08h06

Quando inaugurou a primeira rodovia asfaltada ligando o Rio de Janeiro à cidade de Petrópolis, em 25 de agosto de 1928, o presidente Washington Luiz materializou a emblemática frase: “Governar é abrir estradas”. Até então, a ligação entre a capital federal e a cidade imperial era feita por caminhos de terra. Paisagem semelhante era vista pelo país afora, num cenário de riscos, sobretudo no ciclo das chuvas. Em alguns trechos não havia meios de prosseguir viagem.

Noventa anos depois, a máxima permanece, mas precisa de ajustes. Não basta abrir estradas, é preciso conservá-las, algo pouco usual num país de dimensões continentais, sobretudo nas rodovias não privatizadas. Há avanços, é fato, mas ainda está longe o dia em que as estradas brasileiras terão o padrão europeu, no qual não há sinal, sequer, de remendos na pista. Os trechos são mais do que duplicados, os acostamentos, preservados e a sinalização, perfeita.

Trazendo para o âmbito local, a Tribuna retoma, nesta edição, a discussão sobre a MG-353 que corta a Zona da Mata e liga Juiz de Fora ao Aeroporto Regional, situado entre as cidades de Goianá e Rio Novo. O terminal, alfandegado em março, está em fase de adequação, mas é certa a sua aprovação para receber operações de importação e exportação. Os trâmites estão acelerados, e em breve essa nova vocação será implementada.

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E aí entra em pauta uma demanda recorrente: a situação da rodovia. Antiga, com traçado sinuoso, não está adequada às necessidades que lhe serão impostas. O trânsito tende a aumentar, e o movimento de veículos pesados será bem mais intenso do que hoje. O jornal mapeou vários pontos e conversou com usuários que apontaram a situação crítica em alguns trechos. Além disso, a rodovia corta áreas urbanas, quase todas recheadas de quebra-molas, sem que haja previsão de novos traçados. O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) conhece o problema, mas não há indicativo de qualquer movimentação no curto prazo. O último investimento foi a ligação da MG-353 com a BR-040, tirando o tráfego pesado da região de Grama, mas, por si só, o projeto é insuficiente, pois há outras regiões que precisam de investimentos.

Carretas de grande porte não convivem com áreas urbanas e com redutores de velocidade, pois há o risco para a população e para o transporte. Daí ser fundamental insistir na retomada de projetos importantes para o setor rodoviário. Os municípios precisam ser contornados e as pistas, duplicadas, com separação central. Hoje, nada disso é visível na MG-353. Se nada for feito, outras ações, além da aduana, ficam comprometidas.

De novo, é necessário o esforço coletivo de prefeitos, vereadores, deputados, senadores e lideranças empresariais e comunitárias para colocar a questão na mesa do governador e na superintendência do Dnit. O escoamento da produção é fundamental para a economia, mas tal logística tem problemas quando não há investimento na qualificação das vias de acesso.

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