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O primeiro mês

Novos dirigentes se deparam com a dura realidade, especialmente dos estados, que faz das promessas de campanha um desafio dobrado para serem cumpridas

Por Tribuna

01/02/2019 às 07h01

Um mês após a posse, os governos, tanto federal quanto estadual, ainda patinam, sobretudo por ser um tempo muito curto para medidas impactantes, mas também pela falta de recursos que afeta todas as instâncias de poder. Mesmo assim, é possível considerar que há muitos desencontros, fruto, principalmente, do desconhecimento de como funciona a máquina pública. O presidente cumpriu uma das principais promessas de campanha ao dar novo formato à legislação do porte de armas, mas tem pela frente grandes desafios, como a reforma da Previdência e o seu alcance. Os militares entrarão ou não no pacote?

Embora o Palácio tenha dito que não interfere nas demandas do Legislativo, há nítido interesse nas eleições previstas para a Câmara e para o Senado, nesta sexta-feira. O Governo aposta em Rodrigo Maia (DEM) para continuar dirigindo a Câmara, por conta, principalmente, de sua afinidade econômica com o ministro Paulo Guedes, e ainda não sabe em quem vai apostar no Senado. O camaleão Renan Calheiros – que se adaptou a todos os governos desde Fernando Collor – ou outros nomes numa lista de dez postulantes que vão se apresentar.

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Em Minas, o governador Romeu Zema só encontrou problemas desde a posse, como salários atrasados e 13º do funcionalismo parcelado, e viu a situação se agravar com a tragédia de Brumadinho. Os danos econômicos do acidente ainda estão sendo avaliados, mas, certamente, terão forte impacto na já combalida economia mineira. O custo das vidas é imensurável.

Mas como a vida segue, já se esvai o período de olhar para trás, isto é, de imputar as responsabilidades aos gestores anteriores. O governador, agora, está por conta própria e deve implementar as medidas que prometeu em campanha, algo que ainda não ocorreu. O distanciamento da política, que desde a campanha já se mostrava frágil, não se confirmou, pois não dá para administrar sem fazer política.

A redução dos quadros ocorreu, mas houve recuos necessários, sob o risco de a máquina pública parar. Zema, um empresário muito bem-sucedido, começa a ver de perto que a realidade pública é outra, o que o leva a se adaptar ao novo modelo se quiser cumprir o que disse nos palanques e tirar Minas do atoleiro econômico em que se encontra.

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