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Professores contratados fazem manifestação em Lima Duarte

Docentes realizaram uma manifestação na Câmara Municipal daquela cidade nesta segunda

Por Marcos Araújo

22/02/2021 às 21h05

Professores contratados da rede municipal de Lima Duarte estão reivindicando a não ocupação das vagas que eram destinadas a eles pelos professores efetivos, uma vez que, se isso acontecer, eles ficarão desempregados, situação que se torna ainda mais grave em tempo de pandemia. Na tarde desta segunda-feira (22), eles realizaram uma manifestação na Câmara Municipal daquela cidade.

De acordo com a assessora jurídica da Associação de Professores de Atendimento Educacional Especializado de Minas Gerais (Apaeemg), Elizangela dos Santos, estariam sendo oferecidas, como extensão de carga horária aos professores efetivos, por parte da Prefeitura de Lima Duarte, as aulas que seriam de cargos vagos. “Essa situação resulta na adoção de dois cargos para os efetivos, deixando os contratados desempregados”, afirma.

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Segundo ela, nesta segunda, teve início o ano letivo nas escolas municipais de Lima Duarte, e a Apaeemg questiona como a Secretaria de Educação irá garantir que haja atendimento para os alunos, mesmo de forma remota, sem a contratação de docentes. “O ano letivo começou somente com os professores efetivados. Também não foi contratado assistente de serviço básico (ASB), como os trabalhadores da cantina; nem atendente técnico da Educação Básica (ATB), que é o pessoal que desempenha o trabalho das secretarias escolares; nem monitores; nem auxiliares de creches”, ressalta Elizangela. Na sua opinião, a situação pode causar prejuízos para o andamento da educação no município.

Conforme a assessora jurídica da Apaeemg, cerca de 50 professores contratados temem ficar sem emprego. “Cinquenta profissionais de educação desempregados em um município pequeno é impactante. Nos casos dos monitores e dos auxiliares de creches, essas categorias já estão há dois meses sem receber seus salários, porque o contrato terminou no dia 31 de dezembro e não teve aditivo para prorrogação. A educação, que deveria ser prioridade, como preconiza a Constituição, acaba sucateada”, considerou Elizangela.

A Tribuna entrou em contato com a assessoria de comunicação da Prefeitura de Lima Duarte, mas não teve retorno até o fechamento desta edição.



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