Tópicos em alta: delivery jf / coronavírus / vacina / tribuna 40 anos / polícia / obituário

Almas recebe versão final do Plano Municipal de Gestão de Resíduos Sólidos

Documento, elaborado desde 2018, visa a nortear ações para cultura sustentável em JF


Por Tribuna

30/12/2020 às 21h54- Atualizada 30/12/2020 às 21h57

Almas recebeu documento das mãos do secretário de Planejamento e Gestão (Seplag), Lúcio de Sá Fortes (Foto: Divulgação/PJF)

O prefeito Antônio Almas (PSDB) recebeu, na manhã desta quarta-feira (30), a versão final do Plano Municipal de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos de Juiz de Fora (PMGIRS-JF), das mãos do secretário de Planejamento e Gestão (Seplag), Lúcio de Sá Fortes. A entrega simbólica do documento aconteceu no gabinete do prefeito, com a presença de parte da equipe que se dedicou à construção do documento, que visa a nortear ações que vão ao encontro da cultura sustentável, prevendo a diminuição e a prevenção da geração de resíduos sólidos no território. Pautado na responsabilidade compartilhada, segundo a PJF, o Plano será mais um importante instrumento para orientar a sustentabilidade econômica e a responsabilidade ambiental no município.

Almas falou sobre sua satisfação em receber o produto final do Plano em sua gestão, uma vez que a elaboração do material foi iniciada em abril de 2018. “Muitos prefeitos ficam felizes em inaugurar grandes obras. Eu fico feliz em participar de momentos assim, pois esse documento tem um grande valor. Significa a possibilidade de grandes mudanças para a população. Talvez não se tenha a dimensão deste Plano agora, mas, futuramente, esse documento será lembrado como uma mudança de paradigma na questão dos resíduos sólidos e toda sua sistemática”.

Para Sá Fortes, o Plano cria um norteador para que Juiz de Fora avance nesse processo de tratamento do resíduo, dentro da concepção de menos geração de lixo, de reaproveitamento e reciclagem. “Além da vantagem de dar um tratamento mais nobre para o resíduo, vai gerar a possibilidade de novos negócios na cidade, com o surgimento de mais emprego e mais renda, colocando Juiz de Fora em linha com o que tem de moderno no tratamento do resíduo, do ponto de vista do desenvolvimento sustentável”, pontuou.

O conteúdo continua após o anúncio

O Plano propõe uma nova rota tecnológica, que permite o processamento e o reaproveitamento das diferentes frações que compõem os resíduos de responsabilidade pública. As rotas apresentadas partem do princípio da segregação na fonte e na coleta diferenciada dos resíduos. Sucintamente, os restos de alimentos serão submetidos ao processo de compostagem; os resíduos secos passarão pelo processo de triagem manual e serão revendidos para empresas de reciclagem; os resíduos volumosos serão desmontados possibilitando a venda e o aproveitamento de seus componentes; os resíduos de construção civil passarão por triagem e classificação para serem reaproveitados como agregado; por fim, os resíduos verdes serão reaproveitados no processo de compostagem e/ou utilizados como fonte de energia.

Consulta pública

Para conclusão do documento, a Seplag organizou uma consulta pública, abrindo para a população diversos canais de comunicação para contribuir com sugestões. Através desse canal, os interessados também puderam esclarecer dúvidas sobre o programa.

No fim de novembro, a Prefeitura de Juiz de Fora (PJF) também realizou uma audiência pública on-line sobre o tema, permitindo mais um momento de discussão em torno da finalização do Plano.

Para a execução do programa, a PJF contou com o recurso de R$ 458.325,22, financiado pela Associação Pró-Gestão das Águas da Bacia Hidrográfica do Rio Paraíba do Sul (Agevap), com interveniência da Caixa Econômica Federal (CEF). A elaboração do Plano foi realizada pelo Grupo Técnico, com consultoria da empresa licitada I&T – Informações e Técnicas em Construção Civil Ltda.

Os comentários não representam a opinião do jornal; a responsabilidade pelo seu conteúdo é exclusiva dos autores das mensagens. A Tribuna reserva-se o direito de excluir postagens que contenham insultos e ameaças a seus jornalistas, bem como xingamentos, injúrias e agressões a terceiros. Mensagens de conteúdo homofóbico, racista, xenofóbico e que propaguem discursos de ódio e/ou informações falsas também não serão toleradas. A infração reiterada da política de comunicação da Tribuna levará à exclusão permanente do responsável pelos comentários.



Desenvolvido por Grupo Emedia