Tópicos em alta: coronavírus / vacina / tribuna 40 anos / polícia / obituário

Bolsonaro venceu em oito regiões de MG; Haddad foi o mais votado na Zona da Mata

Além de Juiz de Fora, presidente eleito saiu vitorioso em mais quatro das dez maiores cidades da região e foi derrotado por petista em Viçosa, Cataguases, Ponte Nova, Leopoldina e Santos Dumont


Por Renato Salles

30/10/2018 às 20h08- Atualizada 30/10/2018 às 22h04

As urnas consagraram o nome de Jair Bolsonaro (PSL) como novo presidente eleito do Brasil no último domingo. Em todo o Brasil, o deputado federal computou 55,13% dos votos válidos contra 44,87% de seu adversário, o ex-prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT). Em termo percentual, o desempenho foi ainda melhor em Minas Gerais, onde Bolsonaro somou 6.100.107 e 58,19 % da votação válida, contra os 41,81% de seu adversário. Tal resultado, porém, não garantiu ao parlamentar a vitória em todas as regiões do estado. Das 12 mesorregiões mineiras definidas pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE), ele foi o mais votado em oito: Campo das Vertentes, Central, Metropolitana de Belo Horizonte, Noroeste, Oeste, Sul/Sudeste, Triângulo Mineiro/Alto Parnaíba e Vale do Rio Doce. Por outro lado, o capitão foi derrotado no Jequitinhonha, no Vale do Mucuri e Norte de Minas, regiões que estão entre as mais pobres do estado. O presidente eleito perdeu também na Zona da Mata, que é polarizada por Juiz de Fora.

Considerando todas as 12 mesorregiões, a maior vantagem de Bolsonaro sobre seu adversário se deu no Sul/Sudoeste, onde computou 67,35% dos votos válidos. Por outro lado, o melhor desempenho de Fernando Haddad foi em Jequitinhonha, onde o petista somou 66,28% da votação válida. Na Zona da Mata, a distância entre os dois presidenciáveis foi menor. A vantagem pró-petista se configurou com Haddad somando 610.638 votos, 51,28% contra os 573.219 votos de Bolsonaro – 48,42% dos votos válidos. Tal cenário, no entanto se inverteu em Juiz de Fora, por margem um pouco maior. Na cidade, Bolsonaro venceu com 145.333 votos – 52,36% – contra 132.237 de Haddad, que teve 47,64% dos votos válidos. Ao todo, Bolsonaro venceu 752 das 1.178 urnas juiz-foranas, o que significa 63,84% do total; tendo sido derrotado em 420 (35,65%). Em seis seções (0,51%), o deputado federal e Haddad empataram.

Votação nas cidades mais populosas da região

Levando-se em consideração as dez cidades mais populosas da Zona da Mata, cada candidato a presidente envolvido na disputa pela Presidência da República venceu em cinco localidades (ver quadro). O presidente eleito obteve melhor desempenho em Juiz de Fora, Ubá, Muriaé, Manhuaçu, Visconde do Rio Branco e Além Paraíba. A maior vantagem de Bolsonaro foi registrada em Manhuaçu, em que o presidente eleito obteve 60,8% da votação válida – foram 23.678 votos contra 15.267 de Haddad (39,2%). Por outro lado, o petista venceu em Viçosa, Cataguases, Ponte Nova, Leopoldina e Santos Dumont. A maior distância pró-petista aconteceu em Ponte Nova. No município, Haddad recebeu 17.795 e totalizou 60,53% dos votos válidos; Bolsonaro obteve o apoio de 11.604 eleitores e totalizou 39,47% da votação válida.

A reportagem ainda fez o levantamento do resultado em outras dez cidades da região, também levando em consideração o número de habitantes. Bolsonaro venceu em Além Paraíba (50,52%), Carangola (52,58%), São João Nepomuceno (57,57%), Manhumirim (55,77%) e Lajinha (52,55%). Por outro lado, Haddad foi o mais votado em Espera Feliz (52,18%), Raul Soares (53,37%), Divino (58,59%), Simonésia (50,77%) e Ervália (63,11%).

O conteúdo continua após o anúncio

Ao todo, Bolsonaro venceu em 445 dos 853 municípios mineiros; e Haddad, em 408. O melhor desempenho percentual do presidente eleito foi em Perdigão, onde obteve 83,39% dos votos válidos. Na outra ponta, Haddad registrou 84,78% em dos votos válidos em Cônego Marinho.

Zema perdeu em apenas 21 dos 853 cidades de Minas

Diferentemente do presidente eleito, Jair Bolsonaro, que acabou derrotado em algumas das 12 mesorregiões de Minas Gerais, o futuro governador do estado, o empresário Romeu Zema fez “barba, cabelo e bigode”. Zema venceu com boa margem em todas as regiões mineiras, sem dar assim chances para seu adversário, o senador Antonio Anastasia (PSDB), que tentava retornar ao comando do Poder Executivo mineiro, após ter sido governador entre 2010 e 2014. Em todo o estado, Zema perdeu apenas em 21 dos 853 municípios mineiros. Em seu desempenho mais impressionante, obteve 95,6% dos votos válidos em Araxá, sua cidade natal.

Em todo o estado, Zema angariou 6.963.806 votos e atingiu 71,80% da votação válida; à frente de Anastasia (PSDB), que recebeu o apoio de 2.734.452 eleitores – 28,2% dos votos válidos. A vantagem foi ainda maior no Oeste de Minas, onde o empresário recebeu 396.689 votos e teve 80,01% dos votos válidos. Por outro lado, o melhor desempenho percentual de Anastasia aconteceu no Vale do Mucuri, onde o tucano somou 66.405 e 43,12% dos votos válidos, desempenho que, ainda assim, foi insuficiente para se aproximar de seu adversário.

Governador eleito só não levou em uma das 1.178 urnas de JF

Em Juiz de Fora, o desempenho de Zema também foi expressivo, apesar de ter ficado abaixo da média estadual. Com 165.649 votos, o governador eleito teve 67,4% da votação válida. Na cidade, Zema foi o mais votado em 1.177 urnas e perdeu apenas em uma, ainda assim, por uma diferença de apenas sete votos. Assim, a única seção juiz-forana em que Anastasia saiu vitorioso foi em uma das duas urnas localizadas no Centro Socioeducativo de Juiz de Fora, no Bairro Santa Lúcia. No caso em questão, o tucano teve 12 votos contra 5 de Zema.

Estreante, o candidato do Novo também venceu na Zona da Mata, em que, com 735.382 votos, obteve 70,44% da votação válida. O cenário de vitórias ainda se repetiu em todas as 20 cidades mais populosas da região. A maior vantagem foi registrada em Ubá, onde o empresário teve 34.642 votos e 78,55% dos votos válidos, contra 9.462 de Anastasia, 21,45%.

Os comentários não representam a opinião do jornal; a responsabilidade pelo seu conteúdo é exclusiva dos autores das mensagens. A Tribuna reserva-se o direito de excluir postagens que contenham insultos e ameaças a seus jornalistas, bem como xingamentos, injúrias e agressões a terceiros. Mensagens de conteúdo homofóbico, racista, xenofóbico e que propaguem discursos de ódio e/ou informações falsas também não serão toleradas. A infração reiterada da política de comunicação da Tribuna levará à exclusão permanente do responsável pelos comentários.



Desenvolvido por Grupo Emedia