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Servidores da Polícia Civil fazem ato contra reforma da Previdência

Com atividades interrompidas, policiais atenderam apenas casos de urgência em Juiz de Fora

Por Tribuna

25/06/2019 às 11h40- Atualizada 25/06/2019 às 19h25

Policiais civis manifestam contra reforma da previdência (Foto: Olavo Prazeres)

Policiais civis de Juiz de Fora ficaram de braços cruzados durante esta terça-feira (25), em manifestação convocada pela Confederação Brasileira dos Trabalhadores Policiais Civis (Cobrapol) contra a reforma da Previdência. O movimento teve adesão nacional e durou o dia todo. A categoria prometeu respeitar o mínimo de escala de 30%, e, na cidade, sem informar números absolutos, o sindicato que representa a categoria afirmou que 70% do efetivo paralisou as atividades. A maior parte dos serviços foi afetada. Apenas casos urgentes foram atendidos na Delegacia de Santa Terezinha. Os serviços serão normalizados nesta quarta-feira (26).

O setor de fiscalização de veículos, que funciona anexo ao Terminal Rodoviário Miguel Mansur, teve atendimento suspenso. A paralisação afetou serviços de rotina nas unidades que funcionam em regime de expediente. Atendimentos à população foram suspensos, como emissão de documentos de trânsito, laudos, vistorias e perícias médicas. Os policiais atenderam em escala mínima, realizando apenas prisões em flagrantes, cumprimentos de mandados de prisões e remoção de corpos. Com faixas, eles se concentraram em frente ao setor de trânsito, que ainda realizou alguns atendimentos no início da manhã.

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De acordo com o diretor do Sindicato dos Servidores da Polícia Civil Regional Juiz de Fora (Sindipol/MG), Givanildo Guimarães Reis, o principal ponto de discordância é a diferenciação das mudanças na Previdência da categoria em relação aos policiais militares e aos militares das Forças Armadas. Outro problema apontado por ele é em relação à aposentadoria especial. Os policiais também discordam sobre o aumento do tempo de contribuição e o valor da pensão para familiares nos caso de morte em serviço.

“A classe dos policiais não militares, assim como todos os trabalhadores, está sendo atacada pelo Governo federal. Isso vai na contramão da valorização das profissões de risco. Nós não temos acordo em abrir mão dos nossos diretos sem que o Governo faça realmente uma movimentação em torno dos setores privilegiados. Estamos reunidos para dizer ‘não’ a esta reforma”, disse.

Na avaliação de Givanildo o movimento na cidade foi positivo. “Cumprimos nosso papel e mostramos para a sociedade a insatisfação que o setor de segurança tem com a reforma”, finalizou.

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