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Governistas lideram em 9 estados


Por Tribuna

22/10/2014 às 07h00- Atualizada 22/10/2014 às 08h28

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O eleitor mineiro vai às urnas no segundo turno para decidir apenas a disputa presidencial, já tendo escolhido Fernando Pimentel (PT) para o Governo de Minas na rodada de 5 de outubro. Neste domingo, no entanto, cidadãos votam para definir 14 disputas ao Executivo estadual. Na maior parte dos estados, há a divisão clara entre um nome apoiado pelo PT, da presidente Dilma Rousseff, ou pelo PSDB, de Aécio Neves. Em nove deles, candidatos de partidos governistas estão à frente ou vantagem numérica sobre o oponente: Acre, Amazonas, Amapá, Ceará, Pará, Paraíba, Rio de Janeiro, Rondônia e Rio Grande do Norte.

Em poucos estados, há a situação atípica de dois candidatos apoiados pelo atual Governo ou que se opõem a ele. Caso emblemático é o do Rio de Janeiro, onde Luiz Fernando Pezão (PMDB) e Marcelo Crivella (PRB) concorrem ao Palácio Guanabara e são, ambos, da base aliada de Dilma. O mesmo apoio à petista se repete no Amazonas, com José Melo (PROS) e Eduardo Braga (PMDB), no Ceará, com Eunício Oliveira (PMDB) e Camilo Santana (PT) e no Rio Grande do Norte, com Robinson Faria (PSD) e Henrique Alves (PSD). Já na disputa do Distrito Federal, entre Jofran Frejat (PR) e Rodrigo Rollemberg (PSB), os dois candidatos são favoráveis a Aécio.

No Rio, Dilma chegou a fazer carreata com os dois candidatos. O colégio eleitoral fluminense é o mais cobiçado deste segundo turno, visto que lá está o terceiro maior número de eleitores por estado, com mais de 12 milhões de pessoas. O Rio de Janeiro deve eleger Pezão neste domingo, uma vez que, no levantamento do Ibope divulgado esta semana, o atual governador tem 56% dos votos. Dilma atinge o mesmo percentual no estado, contra 44% de Aécio.

Caso diferente se dá em Goiás, onde Iris Rezende (PMDB), embora concorra por um partido governista, faz campanha sem referências à presidente, contra um adversário do PSDB, Marconi Perillo. Em Roraima, Suely Campos (PP), em vantagem com 56% das intenções de votos, também está neutra, em disputa contra Chico Rodrigues, que apoia Aécio e tem 44%.

Dualidade se mantém em sete unidades

Nos sete demais estados, todos são, direta ou indiretamente, marcados pela dualidade que protagoniza a corrida presidencial. O Acre e o Mato Grosso do Sul são, inclusive, um repeteco do embate nacional, ao menos quanto aos partidos que se enfrentam no segundo turno.

O governador acreano Tião Viana (PT) enfrenta o tucano Márcio Bittar, e Renato Azambuja, também do PSDB, luta contra o petista Delcídio Amaral. Nesses dois casos, a disputa pode desequilibrar em prol de Aécio ou Dilma em função de duas situações diferentes. No Acre, estado da ex-candidata pelo PSB, Marina Silva, a ambientalista venceu com 41% dos votos. Já no estado do Centro-Oeste, o desafio de Dilma é minimizar a vantagem de Aécio, uma vez que a região é um grande cinturão de votos tucanos.

Outro estado importante é o Rio Grande do Sul, onde José Ivo Sartori (PMDB) enfrenta o governador Tarso Genro (PT). Sartori rompeu com a aliança nacional do PMDB com o PT e apoia Aécio. O último levantamento Ibope para o Rio Grande do Sul aponta vitória fácil do peemedebista, com 59% dos votos. Apesar disso, a disputa no maior estado sulista é apertada entre os dois candidatos a presidente. Até 17 de outubro, segundo o Ibope, Aécio detinha 51% dos eleitores, e Dilma, 49%.

Na Paraíba, Cássio Cunha Lima (PSDB) apoia Aécio e enfrenta o governador Ricardo Coutinho (PSB). Embora o PSB tenha caminhado ao lado do candidato do PSDB à Presidência, Coutinho afirmouque está com Dilma. Na região Norte, Pará e Rondônia terão disputa entre tucanos e peemedebistas, nos embates entre Simão Janene (PSDB) e Helder Barbalho (PMDB), e Confúcio Moura (PMDB) e Expedito Júnior (PSDB) respectivamente. Os dois cenários são de empate técnico. Waldez Góes, do PDT, lidera no Amapá com 64%, contra 36% de Camilo Capiberibe (PSB).

Concorrem à reeleição os atuais governadores Tião Viana (PT-AC), Marconi Perillo (PSDB-GO), Simão Jatene (PSDB-PA), Ricardo Coutinho (PSB-PB), Confúcio Moura (PMDB-RO), Luiz Fernando Pezão (PMDB-RJ), Chico Rodrigues (PSB-RR) e Tarso Genro (PT-RS).