Vereador quer religiosos no Concult
O vereador André Mariano (PMDB) reivindicou nesta quarta-feira (21), durante sessão ordinária da Câmara Municipal, a participação de um representante da Casa e de outro dos segmentos religiosos no Conselho Municipal de Cultura (Concult). Segundo o parlamentar, diversos vereadores recebem, em seus gabinetes, lideranças comunitárias que estão à frente de projetos culturais, sendo necessário ao Legislativo maior diálogo com o órgão. Caso similar atingiria os grupos religiosos, que mantém diversas atividades no âmbito da cultura, mas carecem de financiamento público para seus projetos por falta de interlocução com o Governo.
Mariano propôs que a Casa encaminhe representação ao Concult, pedindo ao órgão que aumente o número de conselheiros, que hoje conta com 22 pessoas. "Religião é cultura, pois o termo ‘cultura’ abrange quaisquer manifestações de identidade de um povo." A consideração de André Mariano causou polêmica e dividiu os colegas quanto às duas reivindicações. O pedido de participação do Legislativo no Concult encontrou apoio de Isauro Calais (PMN), Wanderson Castelar (PT) e Nilton Militão (PTC). Ana Rossignoli, entretanto, ponderou que o regimento interno do Concult pode impedir a iniciativa, convencendo os pares de que a proposta precisa ser melhor estudada.
Quanto à participação de lideranças religiosas, entretanto, a resposta do plenário foi menos uníssona. Castelar repudiou a ideia, considerando que, para a plena representação das denominações religiosas existentes no município, o Conselho deveria contar com muito mais membros. "Não vejo sentido de incluir representantes de segmentos religiosos. Teríamos de atender aos mais variados credos, inclusive os minoritários." O posicionamento de Castelar encontrou eco nas palavras de Isauro Calais e Roberto Cupolillo (Betão, PT).









