Gente que vota
José Carlos Vieira, 45 anos
Sem a graça de Deus, não vamos construir um país melhor
Voto religioso nas urnas
O pastor José Carlos Vieira, 45 anos, exerce o ministério da palavra há onze anos, sendo hoje líder da Igreja Resgatando Vidas. Defensor da opinião de que religião e política caminham juntas na vida do cidadão, José Carlos afirma que é papel das igrejas cristãs incentivar a eleição de candidatos comprometidos com a lei de Deus. De acordo com o pastor, os princípios cristãos devem ser, via de regra, para os postulantes ao Legislativo, muito mais do que para o Executivo, visto que é no Parlamento que são feitas as leis, as quais não podem estar em desconformidade com o que está previsto por Deus na Bíblia Sagrada. Sobre como essa relação pode contribuir para o país, ele é taxativo: “Temos de ser tementes a Deus para termos sua benção e construirmos um país próspero”
Sobre como orienta os fiéis
“Eu, como a maioria dos pastores, peço aos fiéis para ficarem atentos a que candidatos obedecem à lei de Deus, que está na Bíblia e é um manual que Deus nos deixou para vivermos corretamente. Mas isso tudo se dá nos bastidores, não nos cultos. Púlpito é lugar de pregação, de orientação pela palavra.”
Sobre o Estado laico
“O Estado respeita e abre espaço para todos os credos, mas não acredito na separação entre política e religião. As duas coisas sempre caminharam juntas. Cristo foi condenado por interesses políticos, mas trazia a palavra de Deus. No meio de tantas posições que estão representadas na democracia, o cristão deve estar presente.”
Como se informa sobre política
“Todo mundo acompanha o noticiário para saber o que
está acontecendo. Mas a nossa opinião se forma muito
nos bastidores, discutindo os fatos sob a ótica dos nossos princípios.”
O que espera dessas eleições
“O cenário não é bom, se você olhar o que tem acontecido. Mas eu tenho fé em Deus e acredito que teremos um futuro político muito melhor. Por exemplo, hoje as pessoas se informam mais, contestam mais, cobram mais dos políticos. Isso é a ação de Deus no cotidiano do país e na vida do eleitor. E vai continuar assim.”









