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Nas ruas, manifestantes mantêm transporte como prioridade


Por Tribuna

09/08/2013 às 19h09

Manifestantes saíram da praça de São Mateus

Manifestantes saíram da praça de São Mateus

A volta à tramitação da licitação no transporte público de Juiz de Fora foi incluída, nesta sexta-feira (09), na pauta da primeira manifestação do movimento "Junta Brasil" após a decisão do Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais (TCE-MG), que autorizou a Prefeitura de Juiz de Fora (PJF), na última quarta-feira, a contratar a empresa que realizará estudos para apontar melhorias na estrutura do setor na cidade. Partindo da Praça Jarbas de Lery Santos, em São Mateus, o grupo marchou pela Avenida Itamar Franco, passou pela Avenida Rio Branco e chegou ao Parque Halfeld, onde realizou assembleia em frente à Câmara Municipal. Segundo a organização, 50 pessoas participaram do ato. Para a Polícia Militar (PM), 30.

Todas as pautas locais levadas à manifestação contemplavam o tema "transporte público". Os jovens pediram implantação do passe livre estudantil e do bilhete único pelo Município, aumento na frota dos ônibus, municipalização do transporte público, redução na tarifa e a criação de uma comissão parlamentar de inquérito (CPI) para investigar os aumentos no valor da passagem nos últimos anos. Quanto à licitação, o grupo disse estar disposto a acompanhar o caso, exigindo transparência nas decisões da PJF e nos contratos estabelecidos com as empresas.

"O tema principal deste ato é o passe-livre, mas também reivindicamos melhorias no transporte e, a partir de agora, incluiremos a licitação em nossa pauta. Vamos acompanhar o processo exigindo o máximo de transparência possível. Além disso, estamos atentos às pautas nacionais, às causas que são levadas às ruas em todo o Brasil", afirmou Waldenio Evangelista, membro do "Junta Brasil", que agora é diretor de Comunicação do movimento.

As pautas nacionais levadas ao protesto foram escolhidas em conformidade com a celebração do Dia Internacional dos Povos Indígenas – dia 9 deste mês -, o Dia Nacional do Estudante, domingo, além do Dia Internacional da Juventude, próximo dia 12. O "Junta Brasil" também pediu a revisão do Estatuto da Juventude e a democratização da mídia, além de repudiar os gastos de recursos públicos com a Copa do Mundo de 2014 e reivindicar apoio às comunidades indígenas prejudicadas pelas obras do Governo federal. 

Diferente dos protestos anteriores, desta vez, os manifestantes estavam acompanhados de representantes da Assembléia Nacional dos Estudantes Livre (Anel), da Central Sindical e Popular (CSP-Conlutas), do Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU) e do Partido Socialismo e Liberdade (PSOL). O grupo também se mostrou organizado, contando com setores de articulação e comunicação.

Adesão é inferior à esperada

Apesar da incorporação de novas pautas locais à manifestação, o comparecimento ficou aquém do esperado pelos membros do movimento, que contabilizaram 1.200 confirmações de presença nas redes sociais. Segundo a manifestante Tallia Sobral, a oscilação no número de participantes dos protestos era prevista. "O ‘boom’ dos meses anteriores não se repetiria, sabíamos que não seria constante e, depois dos 15 mil, dificilmente cresceria. No entanto, o não atendimento a muitas pautas levadas às ruas comprometeu a participação das pessoas."

Devido ao baixo número de manifestantes, a PM chegou a sugerir aos manifestantes que não realizassem a passeata pelas vias públicas, mas não conseguiu convencer os integrantes do movimento. O protesto, que saiu da praça por volta das 18h, chegou ao Parque Halfeld em 40 minutos, interrompendo parcialmente o trânsito. Segundo a PM, não foram registradas ocorrências durante o protesto.