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Para PM, crime contra Bolsonaro foi premeditado, e PF vai investigar

Autor do atentado foi transferido durante a madrugada da sede delegacia de Polícia Federal para o Ceresp


Por Tribuna

07/09/2018 às 08h53- Atualizada 07/09/2018 às 11h36

A Polícia Federal instaurou inquérito para investigar o atentado ao candidato à Presidência da República, Jair Bolsonaro (PSL). O garçom Adelio Bispo de Oliveira, de 40 anos, foi preso em flagrante. Para a Polícia Militar, o ataque foi premeditado. Os policiais estão atrás de telefones celulares, documentos ou qualquer outra pista que possa esclarecer se o autor do crime agiu sozinho ou se teve ajuda. “Colocamos todo o aparato de segurança do Estado à disposição para elucidar o caso”, disse o governador de Minas, Fernando Pimentel (PT). Ele informou ainda que, como o caso envolvia um candidato à Presidência, “o protocolo remete o registro da ocorrência à PF. ”

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Adelio Bispo foi transferido da sede delegacia da Polícia Federal, no Manoel Honório, Região Nordeste, para o Centro de Remanejamento do Sistema Prisional (Ceresp), no Linhares, Zona Leste, às 02h30 desta sexta-feira (7). Ele foi enquadrado no artigo 20, da Lei de Segurança Nacional, que prevê pena em dobro para quem praticar atentado pessoal ou atos de terrorismo, por inconformismo político, se do fato resulta lesão corporal grave. Natural de Montes Claros, Norte de Minas, Adelio Bispo estaria morando no Centro de Juiz de Fora, conforme consta no Registro de Evento de Defesa Social (Reds). Um dos coordenadores da campanha de Bolsonaro, o deputado Delegado Francischini (PSL-PR) disse que vai entrar com representação na PF para que seja investigada a possibilidade de o atentado ser “crime político”.

Outro homem também foi detido pela PM na quinta-feira (6) e encaminhado à Polícia Federal por supostamente ter incitado Adelio a cometer a violência. No início desta sexta, um suspeito foi liberado. De acordo com o boletim de ocorrência da Polícia Militar, em conversa com o autor, ele afirmou ter saído de casa com a faca de uso pessoal, a fim de acompanhar a comitiva. Disse ainda que atentaria contra a vida do candidato, logo que tivesse uma oportunidade. Confuso, alegou ter “motivos pessoais” para cometer o crime e que a violência teria sido cometida “a mando de Deus”.

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