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Minas planeja início de vacinação por idade a partir de junho

Segundo secretário, requerimento foi realizado por entidade junto ao Ministério da Saúde para expandir a vacinação


Por Tribuna

27/05/2021 às 14h12- Atualizada 27/05/2021 às 14h22

O Governo de Minas Gerais começou a planejar o início da vacinação de pessoas por idade, sem comorbidade. A informação foi destacada pelo secretário de Estado de Saúde (SES), Fábio Baccheretti, em coletiva à imprensa na manhã desta quinta-feira (27). Segundo o titular, um requerimento foi apresentado ao Ministério da Saúde (MS) pelo Conselho Nacional de Secretários da Saúde (CONASS) e a intenção da pasta estadual é começar a imunizar o grupo paralelamente aos prioritários, ainda em junho.

De acordo com Baccheretti, o grupo de pessoas com comorbidades é de difícil acesso por conta das especificidades das enfermidades atendidas e pela complexidade de comprovação das condições médicas. “Alguns municípios começaram a ter doses sobrando para o grupo de comorbidades. Para dar legitimidade à expansão da vacinação, a gente vai permitir que os municípios que já vacinaram o grupo possam expandir a vacinação seguindo a ordem dos grupos prioritários do PNI (Plano Nacional de Imunização)”, afirma.

O secretário avalia que a demora na administração das doses é prejudicial à campanha e que o problema pode ser solucionado com a liberação da imunização por idade. “A nossa expectativa é que a gente comece, nas próximas remessas em junho, além dos grupos prioritários, ir descendo por idade. A ponto de que a gente consiga vacinar rápido. É importante ter rapidez na vacinação, uma vez que as doses estão ficando paradas em alguns grupos”, argumenta.

Perda técnica de doses

Na coletiva, Baccheretti revelou que a média de perda técnica de doses de vacina no estado é de cerca de 0,5%. O tema tem sido motivo de polêmica após a Prefeitura de Juiz de Fora (PJF) afirmar, em ofício encaminhado à Câmara Municipal, que havia perdido 17.789 doses, justificando, posteriormente, que o total corresponde à soma de 10.769 doses que “deixaram de ser entregues” e de “7.020 vacinas perdidas tecnicamente no processo de vacinação”. Mesmo com a diferenciação, a perda técnica de 2,87% anunciada posteriormente pela PJF está acima da verificada em todo o território.

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Segundo o secretário, todos os municípios possuem reserva técnica de 5% para repor as possíveis perdas e, a diferença entre a reserva e as doses de fato perdidas fica disponível para a ampliação da vacinação. “Caso observamos que existe alguma região com perda maior de vacina do que o esperado, há uma apuração local de treinamento e observância sobre os motivos para isso. Lembrando que a reserva técnica de cada remessa é de 5%, superando os 0,5% de perda, e essa diferença é dada aos municípios para ampliar a vacinação”, pontua.

Variante asiática

O secretário também atualizou a situação do paciente juiz-forano com suspeita de infecção que veio da Índia. Baccheretti lembrou que, no momento da chegada em portos e aeroportos de pessoas potencialmente contaminadas, a vigilância é de responsabilidade da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) que, posteriormente, comunica o estado de destino do viajante para monitoramento. O processo já havia sido explicado pelo superintendente Regional de Saúde de Juiz de Fora, Gilson Lopes Soares.

O titular da SES-MG revelou que o resultado do sequenciamento genético, processo que vai comprovar se o paciente está ou não com a infecção da Índia, deve ser divulgado na sexta-feira (28). “Estamos fazendo o contato, mapeando por todos os lugares que esse paciente esteve, cobrindo todas as pessoas que tiveram contato com o paciente”, garante.

Terceira onda

O secretário deixou em aberto a possibilidade de uma terceira onda de infecções atingir o estado. Na avaliação da SES-MG, atualmente Minas Gerais está com a segunda onda em platô, com determinadas regiões com alta de casos, enquanto outras estão com diminuição. O relaxamento das medidas de isolamento aliadas à possível circulação da variante da Índia em território nacional, no entanto, inspiram cuidado. “O comportamento da população é capaz de barrar qualquer cepa. O vírus circula no contato interpessoal, em estarmos juntos em algum ambiente sem usar máscara ou sem fazer a higiene das mãos. Se o comportamento da população continuar a ser o de desrespeitar os protocolos, a terceira onda é possível”, alerta.

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