Outros cinco mortos em Varginha são identificados pela Polícia Civil
Dez outras identidades já haviam sido reveladas pela PC, enquanto outros 11 mortos ainda são investigados
A Polícia Civil identificou outros cinco mortos durante a megaoperação da Polícia Rodoviária Federal (PRF) e da Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG) em Varginha, no Sul de Minas. Outros dez nomes já haviam sido divulgados pela PC nos últimos dias, chegando ao total de 15 identificados entre as 26 pessoas que morreram durante a manobra. A ação foi contra um grupo criminoso suspeito de ser especializado em assalto a bancos como armamento de grande potencial, espalhando terror em cidades do interior de Minas Gerais. O modelo de crime ficou conhecido nacionalmente como “novo cangaço”.
As novas confirmações, segundo o jornal O Tempo, de Belo Horizonte, foram de Eduardo Pereira Alves, de 42 anos, natural de Brasília (DF); Isaque Xavier Ribeiro, 37 anos, de Gama (DF); Ricardo Gomes de Freitas, 34 anos, nascido em Uberlândia (MG); Romerito Araujo Martins, 35 anos, de Goiânia (GO) e Zaqueu Xavier Ribeiro, 40 anos, também nascido em Goiânia (GO).
Antes, na segunda-feira (1º), a Polícia Civil já havia confirmado os óbitos de Nunis Azevedo Nascimento, 33 anos, natural de Novo Aripuanã (AM); Gleison Fernando da Silva Morais, 36, nascido em Uberaba (MG); e Gerônimo da Silva Souza Filho, 28, nascido em Porto Velho (RO). Na terça-feira (2), outros sete foram identificados: Artur Fernando Ferreira Rodrigues, 27, natural de Uberaba Uberaba (MG); Dirceu Martins Netto, 24 anos, Rio Verde (GO); Gilberto de Jesus Dias, 29 anos, Uberlândia (MG); Itallo Dias Alves, 25 anos, Uberaba (MG); José Filho de Jesus Silva Nepomuceno, 37 anos, Caxias (MA); Raphael Gonzaga Silva, 27 anos, Uberlândia (MG); e Thalles Augusto Silva, 32 anos, Uberaba (MG).
Segundo o jornal O Tempo, seis corpos já foram liberados para os familiares. Os corpos dos demais suspeitos seguem no Instituto Médico-Legal (IML) Dr. André Roquette, em Belo Horizonte, aguardando a liberação por familiares.
A PC também trabalha na investigação da “vida pregressa” dos integrantes da quadrilha, visando a apuração de crimes anteriormente cometidos pelos suspeitos para analisar “possíveis correlações com outros eventos”. De acordo com o G1, pelo menos seis dos sete mineiros já identificados tinham antecedentes criminais. Os nomes são citados em boletins de ocorrência registrados entre 2011 e 2021.
O Ministério Público, por sua vez, informou que os promotores responsáveis pelo acompanhamento do caso vão se reunir nesta quarta-feira (3), em Varginha. A Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa do Estado também investiga a operação, enquanto o Conselho Estadual de Defesa dos Direitos Humanos de Minas Gerais enviou um ofício pedindo explicações ao MP, à Ouvidoria de Polícia e à Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública de Minas Gerais (Sejusp) sobre a ação.