Juiz de Fora recebe etapa do Mineiro de Pôquer com R$ 300 mil em premiação

Dia 2 de disputas ocorre nesta quinta-feira (17), às 19h, no Clube Live Poker, que reúne dezenas de jogadores da região em busca de vagas nas finais no domingo (20)

Por Bruno Kaehler

17/05/2018 às 07h00 - Atualizada 17/05/2018 às 08h37

Com sua miniatura de Django, seu fiel mascote, Betinho Meloso, 45 anos, escuta músicas relaxantes nos fones de ouvidos para manter a concentração e é um dos participantes do Mineiro de Pôquer em busca de prêmios (Foto: Leonardo Costa)

Fone nos ouvidos, bola massageadora em uma das mãos e uma miniatura do personagem de filmes de aventura e faroeste, o Django, sobre a pilha de fichas como um amuleto da sorte. O promotor de eventos Betinho Meloso, 45 anos, não abre mão de cada detalhe desde as primeiras cartas recebidas para otimizar ao máximo a concentração em suas estratégias e na leitura de cada adversário em uma mesa de pôquer. Este comportamento é um traço comum entre os jogadores que estão desde a última terça (15) no clube Live Poker Juiz de Fora. Eles voltam “ao pano” nesta quinta (17) para a sequência da segunda etapa do Campeonato Mineiro de Pôquer Texas Hold’em, modalidade mais popular do mundo nas cartas. O evento é aberto ao público.

Com primeiras fases regionalizadas (ver arte) e inscrição de R$ 360 com direito a reentradas (novo pagamento de R$ 360 para voltar ao jogo), 12 de 31 jogadores da Zona da Mata em ação desde a terça, em JF e Barbacena, se reúnem às 19h desta quinta no clube local, com sede no Edifício Clube Juiz de Fora, para disputar quatro vagas para o último dia de competição, em Belo Horizonte, com R$ 300 mil garantidos em premiações para os primeiros colocados, sendo mais de R$ 60 mil destinados ao campeão. Esta é uma das cobiças de Betinho, nono colocado do primeiro dia após mais de sete horas de mãos disputadas.

Jogador de pôquer há 15 anos, ele foi atraído pelo aspecto mental envolvido no esporte. “O que já chamava a atenção na época eram características do pôquer comum. É um jogo de memória, você tem que analisar bem os jogadores em questão de blefe, que é o que mais atrai os iniciantes. Acham que você entra no jogo para blefar e estão enganados. Você tem que saber muito para conseguir fazer um blefe”, conta o são-joanense que obteve aproveitamento de cerca de 75% das mãos que jogou no primeiro dia.

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Para esta quinta, ele precisa aumentar o stack (número de fichas), após terminar a primeira etapa com 91.800 fichas. “Tenho que ter um stack favorável. Pelo que sei da galera de BH, estão na faixa de 600 mil a 1 milhão de fichas. Amanhã (hoje) podemos, se tudo der certo, chegar a cerca de 800 mil fichas, um pouco mais quem sabe.”

Jogo que cresce

O número de jogadores em Juiz de Fora cresce a cada dia. Cada vez menos relacionado ao preconceito dos jogos de azar, o esporte é praticado semanalmente no clube Live Poker Juiz de Fora, como conta o sócio proprietário Rafael Santos Paiva. “Fazemos um torneio semanal às segundas-feiras, com R$ 20 de entrada. Começamos com 18, 20 jogadores, e já chegamos ao número de 60 participantes em um evento. Conseguimos ultrapassar dos R$ 2 mil de premiação. É reflexo da diminuição do preconceito e do pôquer on-line, com juiz-foranos obtendo ótimos resultados. E temos muitas personalidades contratadas como embaixadores do pôquer no Brasil, casos do Neymar, Gabriel Medina e Ronaldo Fenômeno”, destaca. Na primeira etapa do Mineiro, realizada em março, por exemplo, o local Diogo Heringer foi quarto lugar e embolsou R$ 16 mil.

Esporte legal

O Ministério do Esporte (ME) reconheceu o pôquer como esporte da mente em 2012. Nesse ano, a Pasta cadastrou oficialmente a Confederação Brasileira de Texas Hold’em (CBTH) em seu sistema. A entidade do esporte também é filiada à Associação Internacional de Esportes da Mente – ISMA, em inglês, órgão que reúne modalidades como xadrez, gamão e bridge, entre outros). A regulamentação foi justificada com o relato de que o pôquer é uma “competição em que exige-se inteligência, capacidade, habilidades intelectuais e comportamentais para se obter sucesso”. A CBTH busca apoio junto ao Governo Federal para dar início, no Congresso, à formulação de uma legislação que represente um marco regulatório do pôquer no país.

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