Empresário diz que Max Alves “não vai se esconder” 

Régis Oliveira afirma que a intenção é trazer o jogador, que foi afastado pelo Colorado Rapids, dos Estados Unidos, para o Brasil


Por Davi Sampaio, estagiário sob a supervisão do editor Gabriel Silva

11/05/2023 às 14h37- Atualizada 11/05/2023 às 18h39

Na quarta-feira (10), o nome do jogador juiz-forano Max Alves foi citado em uma planilha obtida pelo Ministério Público de Goiás (MP-GO) em decorrência da Operação Penalidade Máxima, que investiga esquemas suspeitos de manipulações de resultados por meio de apostas esportivas no futebol. A denúncia seria de um pagamento de R$ 45 mil ao ex-Tupi e Flamengo, em um primeiro momento, para o atleta tomar cartão amarelo na partida entre Colorado Rapids e LA Galaxy, no dia 17 de setembro. Nesta quinta (11), a Tribuna procurou o empresário do atleta, Régis Oliveira, que concedeu uma entrevista exclusiva à reportagem.

No Brasil no momento, Régis Oliveira diz que teve um contato rápido com Max, que está nos Estados Unidos, por telefone. O Colorado Rapids, seu atual time, anunciou o afastamento preventivo do atleta até a conclusão do inquérito. “Ele está muito sentido e abatido. Me mandou um texto se desculpando da situação que está acontecendo, me agradecendo por tudo que fiz para ele. Mas ele não vai se esconder”, garante Régis.

Ainda conforme o empresário, a ideia é trazer o jogador para o Brasil o quanto antes. “O Colorado me notificou ontem do afastamento. Conversei com o advogado e o ideal seria ele vir para cá (para o Brasil). Acho que ele consegue sair dos Estados Unidos, porque é uma investigação do Ministério Público de Goiás. Não é legal ficar no país dos outros. É bom para ele resolver com a mãe”, explica.

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Além de garantir que não tem ciência de qualquer atitude do Max na suspeita de manipulação esportiva, Régis entende que é necessário ter calma no momento. “Falei muito pouco com ele, porque geralmente converso pesado, de pai para filho. Ele também não quis falar muito, está sentido, é um garoto novo. Estou bem chateado com a situação, todos acompanharam minha trajetória com ele. Sempre ensinei coisas certas pra fazer na vida (…). Sempre deixei claro que qualquer coisa que ele tivesse problema era para falar comigo, que sempre estaria ajudando”, garante o empresário.

Em novo contato com a Tribuna nesta quinta-feira, Régis reforçou que o jogador está à disposição para responder sobre o caso. Apesar de ter o nome citado durante a investigação, Max Alves não está na lista de denunciados do MP-GO.

CPI das apostas na próxima semana

De acordo com o ge.com, a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das apostas de manipulação de resultados no futebol deve começar na próxima terça-feira (16). O deputado federal Felipe Carreras (PSB-PE) deve ser o relator da CPI, ainda conforme o portal, e vai elaborar a equipe que vai iniciar os trabalhos investigativos.

O ex-presidente do Flamengo Eduardo Bandeira de Mello (PSB-RJ) é um dos convidados para integrar o grupo que vai conduzir as investigações. A CPI acontece na esteira das apurações da Operação Penalidade Máxima II, que é conduzida pelo Ministério Público de Goiás e tem revelado nomes de jogadores e apostadores supostamente envolvidos em esquemas de manipulação de resultados.

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