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Onda de frio impacta vendas no comércio

Temperaturas mais baixas fizeram consumidores movimentarem as lojas em busca de agasalho nos últimos dias.

Por Gracielle Nocelli

12/07/2019 às 07h05- Atualizada 12/07/2019 às 07h37

A onda de frio que chegou a Juiz de Fora na última sexta-feira (5) trouxe impactos positivos para o comércio. Desde o final de abril, a coleção de inverno já era apresentada nas vitrines, mas como as temperaturas continuavam altas, as vendas não aconteceram. O cenário mudou esta semana, quando os consumidores passaram a movimentar as lojas de vestuário em busca de agasalhos. A demanda ainda não tem sido suficiente para recuperar o tempo de espera, mas trouxe fôlego. Na dúvida sobre como ficarão os termômetros nos próximos dias, parte dos lojistas optou por realizar promoções para fidelizar a clientela.

Coleção de inverno estava disponível para vendas desde abril (Foto: Olavo Prazeres)

No último domingo (12), os juiz-foranos enfrentaram a madrugada mais fria dos últimos 12 anos, quando os termômetros marcaram 7,5 graus e a sensação térmica foi de quatro graus negativos, conforme o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). “Muitas pessoas não esperavam uma queda tão brusca de temperatura e isso foi positivo para as nossas vendas”, diz a gerente da loja de roupa infantil Point da Criança, Tatianne Almeida. “Os adultos podem ter a opção de usar o agasalho do ano anterior, mas as crianças estão em fase de crescimento.” Segundo ela, os casacos são os produtos mais procurados. “A venda dos últimos dias foi para reforçar o guarda roupa para essa onda de frio. Isto é positivo porque são as peças mais pesadas, com maior valor agregado.”

A procura dos consumidores na loja de roupas femininas Lettuce também aumentou. “Agora começamos a vender as roupas de inverno. Nós trocamos a coleção há quase três meses, mas, até então, as pessoas ainda estavam procurando peças de calor”, conta a gerente Juliana Rosa Ferragem. Para atrair os clientes, o estabelecimento começou uma liquidação antes da chegada do frio. “Decidimos manter os preços mais baixos e, com isso, nossos estoques precisarão ser repostos. Já providenciamos mais casacos, calças de veludo e blazer.”

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Na tentativa de atrair clientes, lojistas deram início a promoções (Foto: Olavo Prazeres)

Na dúvida sobre quanto tempo irá durar a queda de temperatura, a loja de roupas Outlet Fashion adotou a estratégia de mesclar produtos das coleções. “Temos desde os vestidos longos com tecido mais leve até os casaquinhos mais pesados. A ideia é oferecer o que o cliente precisa para emplacar as vendas. O comércio enfrenta uma fase difícil”, avalia a gerente Andreza Cristina Ramos Barbosa. Para ela, o crescimento recente da demanda não será suficiente para mudar a realidade do setor. “Na verdade, as compras estão sendo feitas com moderação, pois os clientes também não estão no melhor momento financeiro.”

Expectativa

O presidente da Câmara dos Dirigentes Lojistas (CDL), Marcos Casarim, diz que as vendas do primeiro semestre deste ano se igualaram as do mesmo período de 2018. “O comércio ainda está em compasso de espera, precisando de uma reação da economia que cause impactos mais consistentes para o setor como um todo.” Ele acredita que o segundo semestre possa trazer resultados melhores. “Tradicionalmente, é um período de vendas maiores por conta das datas comemorativas, em especial, o Natal.”

Sobre a onda de frio, ele destaca que trouxe fôlego para o segmento de vestuário. “O inverno estava sendo aguardado há um bom tempo, mas só chegou agora. É positivo que as vendas estejam acontecendo, mas é preciso criar estratégias para girar o estoque, pois daqui a pouco teremos uma nova coleção chegando”, alerta. Neste sentido, Casarim acredita que as promoções podem ser boas aliadas. “Muitas lojas devem continuar com os descontos até o final do inverno, pois é melhor reduzir a margem de lucro do que não vender.”

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