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Som eletrônico no campus Samba e hip-hop


Por Júlio Black Repórter

25/11/2016 às 07h00- Atualizada 25/11/2016 às 08h43

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Anvil FX realiza seu primeiro show em Juiz de Fora com a nova formação: o juiz-forano Paulo Beto, entre Juliana R e Bibiana Graeff (Foto: Georgia Amorim/Divulgação)

A Praça Cívica da UFJF volta a receber, neste sábado, a partir das 14h, o projeto Som Aberto, que chega à sua sexta edição inspirado no evento que marcou o cenário cultural da cidade na década de 1970. Em sua nova encarnação, o projeto segue ampliando o leque de opções: além de shows que vão do rock à música eletrônica, o evento terá samba, encontro de MCs, homenagem à cantora Clara Nunes, expressões artísticas como capoeira, bazar e gastronomia.

Os shows começam às 18h20, com as bandas Beatles Rock e Martiataka, dentro do projeto Beatles vs. Rolling Stones. A primeira banda vai revisitar o repertório do Fab Four, enquanto o Martiataka presta tributo a Mick Jagger & Cia. Ao final, os dois grupos se reúnem no palco para encerrar a apresentação.

Às 20h, será a vez de a música eletrônica ganhar espaço com os shows dos projetos anvil FX, do juiz-forano Paulo Beto, e Equinoxious, do mexicano DJ Rogelio Serrano. Com mais de 20 anos de atividades, o anvil FX realiza sua primeira apresentação na cidade desde 2015, agora com nova formação: Além de Paulo Beto, o grupo ainda conta com Bibiana Graeff e Juliana R. “Nosso show será com sintetizadores antigos, da mesma forma que se fazia nos anos 80, e o som tem característica dessa época”, adianta Paulo Beto, acrescentando que o repertório terá músicas compostas após a adição de Bibiana ao projeto. “Sempre prefiro trabalhar com vocalistas mulheres, e estava procurando uma. Toquei com Bibiana quando acompanhávamos o FLU (ex-DeFalla), e acabamos chegando a um acordo.”

Questionado sobre a diferença entre o que é produzido em estúdio e reproduzido ao vivo, Paulo explica como funciona o formato da apresentação. “Temos uma estrutura sequenciada que remete ao disco, mas tem muito espaço para improvisação. A maior parte do show que faremos aí vai ser baseada no disco novo, que vai sair em vinil por um selo alemão (Basic Union Productions). Ele ainda não tem título definido, vai ser bem politizado.”

Com mais de 20 anos de militância sonora, o anvil FX faz parte de geração que era vista como “o futuro da música”; ironicamente, num momento em que o digital é tão valorizado, o grupo ainda prioriza seus lançamentos em vinil, cassete e CD, o que não impede que suas músicas estejam por aí, para serem ouvidas por meio do streaming e no YouTube. “O que mais me deixa feliz (com a internet) é o contato direto com o público. E também podemos passar a real imagem do que somos. Fora todos os contatos internacionais.”

Entre as atrações deste sábado, está o projeto Cavalete de Rua, que busca aproximar o trabalho de fotógrafos, cartunistas e grafiteiros, entre outros, do público. Já o programa “Gente em primeiro lugar” terá apresentações de violão, flauta e percussão feitas por crianças e adolescentes. A banda Matilda homenageia a cantora Clara Nunes com o projeto “Guerreiras de Clara”, e o Ponto do Samba promove a oficina “Paticumbum: O ritmo das escolas de samba”. Quem também marca presença é o DJ Matheus Medeiros, com um setlist que vai dos anos 60 à música pop atual.

A Batalha de MC’s faz um pocket show com quatro MCs se “desafiando” no palco; a música folclórica tem espaço com o Maracatu Estrela da Mata, e a escola Amplitud leva a arte circense ao Som Aberto. Também participam do projeto o “Varal de resistência”, do coletivo Lambe Mais Oprime Menos, e a Capoeira de Mestre Cuité e seus alunos, entre outras opções agendadas para a Praça Cívica. O Som Aberto terá, ainda, o Grand Bazar, com diversos produtos artesanais e de gastronomia, e food trucks.

Som Aberto

Neste sábado, a partir das 14h, na Praça Cívica da UFJF