Nos embalos de sábado à tarde

Batuque Afro-Brasileiro de Nelson Silva é uma das atrações
Quando chega o último sábado de cada mês, os juiz-foranos já sabem: tem Som Aberto na Praça Cívica da UFJF oferecendo uma tarde repleta de atividades culturais para crianças, jovens e adultos. Em sua quarta edição, o projeto da Pró-Reitoria de Cultura reúne mais de dez atrações musicais e artísticas, além de espaço para garimpar e comer muito bem, afinal, são cerca de 70 expositores de produtos diversos e food trucks. Se você é homem e quer dar um trato no visual, pode contar com um cantinho destinado aos cuidados com a beleza, com direito a barba, cabelo e bigode.
Em quase seis meses de atividade na cidade, as irmãs Mell Miller e Kaka Ruby, criadoras do “pocket barber shop” Barbarellas, estão animadas para atender homens que querem ficar mais bonitos e charmosos. “Os homens estão cada vez mais preocupados com a estética. Temos clientes que aparam a barba pelo menos uma vez por semana. Participar deste evento é uma forma de divulgar o nosso trabalho e mostrar aos homens que eles tem um espaço só deles”, ressalta Kaka, que acredita ter herdado o dom do avô, que quando vivo exerceu a profissão de barbeiro. As meninas vão oferecer, também, uma consultoria de produtos e penteados masculinos. O nome do projeto – Barbarellas – é uma brincadeira entre as palavras “barba” e “elas”, que quer dizer “barba feita por elas”.
Enquanto os cuecas dão aquele trato, a música rola solta no evento. A discotecagem fica por conta do projeto Disritmia dos DJs Bruno Tuler e Gabriel Monteiro, que mistura ritmos e gêneros musicais da década de 1960 aos dias atuais. Fazem parte da playlist clássicos e não-clássicos de MPB, rock, samba e black music. A primeira banda a subir ao palco é a Kenga com repertório composto por Caetano Veloso, Tim Maia, Queens of Stone Age e Motorhead, além das versões e músicas autorais. Depois é a vez da Royal Hawk com o melhor do heavy metal, com clássicos de Metallica, Black Sabbath, Deep Purple, ACDC e também autorais. Há momento para nostalgia e homenagem. A veterana Raul Queixas e Mágoas também marca presença, fazendo um tributo ao maluco beleza com releituras de seus maiores sucessos.
Performance
Estreando no Som Aberto, o grupo de dança Voz e Corpo, formado por alunos do Colégio Militar, faz uma apresentação misturando dança urbana e contemporânea com outras formas de arte, como música e artes visuais. À frente da performance “Cama de Gato”, Paulo Rafael, também pela primeira vez no evento, faz uma ação inspirada na brincadeira com barbante. Com um novelo de lã, o artista envolve os participantes e o público como uma cama de gato.
O Batuque Afro-Brasileiro de Nelson Silva, fundado há mais de 50 anos e tombado como bem imaterial da cidade, traz um repertório próprio de mais de 80 composições, que propõem o resgate e a valorização da cultura negra. Na visão de Beto Campos, coordenador e produtor do evento, a proposta do Som Aberto é trazer, a cada edição, novos projetos e artistas para incentivar a produção cultural local. “Temos uma diversidade e rotatividade muito grande, em atrações e público. A resposta da comunidade tem sido muito positiva”, destaca. O evento já tem data agendada até dezembro e deve voltar à cena em 2017, segundo o produtor.
Amor em forma de ração
O Som Aberto também promove ações solidárias, como a campanha “Doe amor, doe ração”, cujo objetivo é arrecadar ração para alimentar cães e gatos resgatados na cidade por pessoas ligadas a ONGs, associações, sociedades e protetores independentes que realizam trabalho voluntário. Interessados em ajudá-los podem deixar a sua contribuição no posto de coleta de ração que será montado no campus.
SOM ABERTO
Neste sábado, das 14h às 21h
Praça Cívica da UFJF
Entrada franca









