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Juiz de Fora institui 13 de maio como Dia do Poeta e da Poesia

A data foi escolhida em homenagem aos escritores juiz-foranos Murilo Mendes e Pedro Nava

Por Tribuna

17/02/2021 às 18h03- Atualizada 17/02/2021 às 18h07

A partir deste ano, o calendário de Juiz de Fora guardará 13 de maio para homenagear os poetas e a poesia. A data registra tanto o nascimento do poeta e escritor Murilo Mendes como a morte do memorialista, ilustrador e médico Pedro Nava, como lembrado pelo vereador Juraci Scheffer (PT), autor da proposta encaminhada à Câmara Municipal ainda em 2019. Aprovada em plenário em 14 de janeiro, a instituição do Dia do Poeta e da Poesia foi sancionada pela prefeita Margarida Salomão (PT) nesta quarta-feira (17).

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Ao passo que Murilo Mendes nasceu, nesta data, em Juiz de Fora, em 1901, Pedro Nava morreu no mesmo dia, no Rio de Janeiro, mas em 1984. Ao justificar a homenagem a Murilo e Nava, Juraci argumentou que o tributo dá sentido e significância ao “reconhecimento literário e cultural promovido pelos poetas através de escritos que manifestam o que há de mais nobre e afetuoso no sentimento humano”.

Contemporâneos, ambos são filiados ao Movimento Modernista. Entre 1924 e 1929, Murilo Mendes, por exemplo, escreveu para as primeiras publicações modernistas, como a “Revista da Antropofagia”, de São Paulo, e “Verde”, de Cataguases. A primeira obra do escritor é “Poemas”, lançada em 1930. Ainda publicou “Bumba-Meu-Poeta” (1930), “História do Brasil” (1932), “Tempo e eternidade” (1935), “A poesia em pânico” (1937), “O visionário (1941), “As metamorfoses” (1944), “Mundo enigma” (1945), “Poesia liberdade” (1947) etc.

Nava, por sua vez, participou, ao lado de Carlos Drummond de Andrade, do grupo responsável pela primeira publicação modernista mineira, “A revista”. O juiz-forano ainda ilustrou “Macunaíma” (1928), de Mário de Andrade. Como escritor, teve o poema “O defunto” incluído na “Antologia dos poetas bissextos contemporâneos” (1946), organizada por Manuel Bandeira. Nava ainda escreveu “Território de Epidauro” (1947), além de volumes sobre suas memórias: “Baú de ossos” (1972), “Balão cativo” (1973), “Chão de ferro” (1976), “Beira-Mar” (1978) e “Galo-das-Trevas: As dozes velas imperfeitas” (1981), e “Círio Perfeito” (1983).



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