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Espetáculo no Teatro Paschoal reverencia JK

Glaucia Nasser canta clássicos da música brasileira para ilustrar a trajetória de Juscelino Kubitschek

Por Júlio Black

16/05/2018 às 16h05 - Atualizada 16/05/2018 às 17h31

Para muitos, Juscelino Kubitschek foi o maior presidente da história do Brasil. Não é difícil encontrar quem defenda que o período em que esteve à frente do Governo federal, entre 1956 e 1961, representa os “anos dourados” da nação, com o florescimento da indústria nacional, o investimento em estradas e a construção de Brasília, a nova capital. Pois é tendo JK como inspiração para que o brasileiro reencontre o caminho da grandiosidade de nossa terra que a Fundação Brasil Meu Amor criou o espetáculo “JK: Um reencontro com o Brasil”, que será apresentado nesta quinta-feira (17), às 20h, no Teatro Paschoal Carlos Magno, e faz parte do projeto Sesi no Palco.

O show, que tem na música seu elemento principal, também se vale de projeções e das artes cênicas para contar a história de Juscelino, da infância em sua cidade natal, Diamantina, passando pelo seu amor à medicina e a carreira política, tendo como ápice o período na Presidência. Não faltam, ainda, a perda dos direitos políticos durante a ditadura militar (1964-1985) e a trágica morte, em 22 de agosto de 1976, num acidente automobilístico em Resende (RJ). Para completar, o espetáculo mostra o Brasil de hoje, buscando levar ao público a ideia de que nosso país pode alcançar a grandiosidade que a produção acredita ter ficado no passado.

Com direção musical e arranjos de Paulinho Dáfilin, “JK: Um reencontro com o Brasil” tem em seu repertório canções que abrangem várias décadas. Uma delas é a preferida de Juscelino, a cantiga “Peixe vivo”; outras que fazem parte do show são “Bola de meia, bola de gude” (Milton Nascimento), “Índio” (Caetano Veloso), “Lamento sertanejo” (Gilberto Gil, Dominguinhos), “Tempo perdido” (Legião Urbana), selecionadas após pesquisa e que encaixassem, devido aos seus temas, na trajetória do político. Elas são executadas pela banda formada por Guiza Ribeiro (violões e guitarra), Fernando Nunes (baixo), Thiago Gomes (bateria), Chrys Galante e Cauê Silva (percussão), Jonas Moncaio (violoncelo), Pedro Cunha (teclados e acordeão) e Paulo Dáfilin (violões).

O espetáculo acontece na quinta-feira (17), às 20h, no Teatro Paschoal Carlos Magno (Foto: Divulgação)

Valorizando a história

Os vocais do show ficam por conta da cantora Glaucia Nasser, uma das cofundadoras da Fundação Brasil Meu Amor e que também encena alguns textos durante as músicas. De acordo com ela, o espetáculo é um dos projetos da fundação com objetivo de descortinar a história do Brasil. “Queremos mostrar que tivemos momentos gloriosos e buscamos fazer isso de forma lúdica, artística, a partir do show. Dessa forma acreditamos ser possível mostrar como já fomos grandes, enormes, e que podemos dar uma reviravolta nessa situação”, explica Glaucia.

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“O filósofo francês Ernest Renan disse que para um país se tornar uma nação é preciso ter glórias no passado. O Brasil é tido como uma terra sem memória, por isso queremos mostrar essas glórias passadas e inspirar as pessoas a construir essa nação. Já fizemos isso antes, mudamos o país em cinco anos (no Governo JK). Aqueles brasileiros trabalharam para os 200 milhões de brasileiros de hoje.”

O embrião do atual espetáculo foi o show “Uma noite com Juscelino”, que depois das mudanças ganhou novo nome e passou a ser apresentado desde o ano passado. O formato definitivo teve sua primeira experiência em março deste ano, quando foi gravado o DVD ao vivo no Teatro Castro Mendes, em Campinas (SP), que deve ser lançado no meio do ano. Além da cidade paulista, a atração já passou por Brasília, as mineiras Três Corações, Belo Horizonte, Diamantina, Patos de Minas, Itajubá, Uberaba e Uberlândia, e Curitiba (PR).

Admiradora de figuras históricas como o sul-africano Nelson Mandela (1918-2013) – para quem chegou a gravar uma música em homenagem -, Glaucia Nasser passou a conhecer melhor a trajetória de Juscelino Kubitschek a partir da pesquisa feita para o espetáculo. “Quando conheci o JK, pedi desculpas ao Mandela (risos), pois agora tenho um herói do nosso país. Ele continua sendo um dos meus heróis, mas Juscelino está na frente, e me pergunto por que o ‘esconderam’ por tanto tempo. Depois que conhecemos o JK, passamos a ter certeza que o Brasil tem jeito, que nós temos jeito, somos o jeito, e que podemos construir um país.”

 

JK: UM REENCONTRO COM O BRASIL

Nesta quinta-feira (17), às 20h, no Teatro Paschoal Carlos Magno (Rua Gilberto de Alencar s/nº – Centro). Entrada gratuita, sujeita a lotação do teatro. Retirada de convites na Fiemg pelo tel (32) 3249-1038

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