Coletivo Makoomba celebra dez anos na Praça Clodesmidt Riani com Makoombloco e retorno às origens

O evento acontece neste sábado, às 16h, como maneira de conectar música preta, música periférica e música eletrônica


Por Beatriz Bath*

06/02/2026 às 06h00

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Makoomba celebra uma década e se consolida como espaço para jovens DJs negros (Foto: JV Tebaldi/Divulgação)

Criado pelos DJs Crraudio, Ocrioulo e Amanda Fie como forma de afirmar espaços para DJs negros nas festas mainstream da cidade, o coletivo Makoomba celebra dez anos de existência com o Makoombloco, que acontece neste sábado (7), na Praça Clodesmidt Riani, em frente ao Santa Cruz Shopping, a partir das 16h.

Além de sets dos idealizadores, o bloco também contará com um pocket show da MC local, Dona Chapa, integrante da Makoomba, que aproveita o carnaval para lançar seu novo single, e show da convidada especial DJ Paula Fayá, diretamente de São Paulo, que é referência nacional no dancehall e conhecida por sets que dialogam com a cultura de sound system e a pesquisa profunda das matrizes jamaicanas e suas conexões contemporâneas.

Dez anos de Makoomba

Criada em 2016, a Makoomba nasceu da necessidade e urgência de um novo espaço em que os idealizadores conseguissem se inserir, já que, nas festas mainstream de Juiz de Fora, isso não era uma realidade. “A resposta foi coletiva, política e criativa: criar a própria pista, o próprio espaço e a própria linguagem”, conta Claudio Ponciano, conhecido como Crraudio, em nota enviada à imprensa.

Construído por artistas pretos e LGBTQIA+, o projeto sempre entendeu a festa como território de trabalho, visibilidade e sobrevivência, tornando-se, ao longo de uma década, um espaço de ativação política e existencial.

Para celebrar os dez anos, o projeto se propõe a voltar às origens, trabalhando discotecagens afrodiaspóricas, dancehall, funkhall, funk, reggaeton, afrobeat, ritmos caribenhos e eletrônica periférica, Além disso, o Makoombloco convida o público a ir vestido com as cores do dancehall jamaicano: vermelho, amarelo e verde, reafirmando uma estética que comunica resistência e pertencimento.

Após o bloco, as celebrações continuam no Clube Contra, às 22h, com um after confirmado e ingressos a partir de R$ 10, disponíveis na plataforma Shotgun. A classificação é de 18 anos.

*Estagiária sob supervisão da editora Cecília Itaborahy

Tópicos: carnaval 2026

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